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Agronegócio é o principal motor de geração de empregos no país ao atingir a marca histórica de 28,4 milhões de trabalhadores Foto: Aprosoja MT

Agronegócio brasileiro atinge recorde de 28,4 milhões de trabalhadores

Agronegócio é o principal motor de geração de empregos

agronegócio brasileiro consolida sua posição como o principal motor da geração de empregos no país ao atingir a marca histórica de 28,4 milhões de trabalhadores ocupados em 2025. Com este desempenho, o setor passa a responder por 26,3% de todas as ocupações registradas no mercado de trabalho nacional. O avanço não se limita apenas ao volume de contratações, mas reflete uma mudança estrutural no perfil da mão de obra, com aumento da formalização e da qualificação profissional no campo e em toda a cadeia produtiva.

A renda do trabalhador do setor também apresenta evolução real. O rendimento médio no agronegócio registra crescimento de 3,9% no último ano, índice que supera a média nacional de aumento salarial, fixada em 3,4%.

Esse fenômeno é impulsionado pela crescente demanda por profissionais mais escolarizados para lidar com as novas tecnologias de produção, o que eleva o piso salarial médio da categoria.

Outro pilar fundamental deste crescimento é a diversidade. A presença feminina no agronegócio acelera em ritmo constante. Primordialmente, mulheres ocupam postos além das atividades operacionais, visto que consolidam-se em funções técnicas. Além disso, assumem gestão e liderança. Por fim, em propriedades e agroindústrias.

Desafios econômicos e projeções para 2026

Apesar dos indicadores recordes de 2025, o cenário para o próximo ano exige cautela dos produtores e investidores. Segundo a análise técnica de Isabel Mendes, assessora da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor deve enfrentar uma conjuntura de maior pressão. Entre os principais entraves estão os custos de produção elevados, influenciados por juros altos e restrições de crédito para produtores que enfrentam problemas de endividamento.

No âmbito externo, conflitos geopolíticos globais impactam diretamente os preços de insumos, visto que afetam os custos logísticos. Primordialmente, isso pode comprimir as margens de lucro. Por fim, no próximo ciclo. Internamente, as incertezas no ambiente político e econômico, naturais em anos eleitorais, somam-se aos desafios de manter o ritmo de investimentos.

Para mitigar esses riscos, a CNA já encaminhou ao governo federal as propostas para o próximo Plano Safra. O objetivo da entidade é garantir volumes de recursos e taxas de financiamento que assegurem a continuidade da produção e, consequentemente, a manutenção dos postos de trabalho gerados nos últimos anos.

Fonte: Band