Autoridades francesas decretam toque de recolher
As autoridades francesas decretaram, nesta terça-feira (20), pelo segundo dia consecutivo, um toque de recolher das 23h às 6h na Place da República e na região comercial de Les Halles. As áreas foram os epicentros dos protestos ocorridos no último fim de semana.
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou que o governo prepara uma operação de segurança de grande escala para novos protestos previstos para sábado (24).
A Polícia de Paris proibiu qualquer concentração não autorizada na cidade. Nesse sentido, a restrição vale a partir das 20h desta terça até a madrugada de quarta-feira (21).
Além disso, a medida engloba áreas estratégicas, como a Champs-Élysées e estações ferroviárias. Da mesma forma, a proibição atinge as sedes da Presidência francesa e do Parlamento.
Toque de recolher ajudou a restabelecer a ordem
Por outro lado, a polícia de Paris informou que o toque de recolher ajudou a restabelecer a ordem. Consequentemente, a regra continuará em vigor pelo tempo que for necessário.
No entanto, as restrições não abrangem outras áreas atingidas pelos confrontos no sábado. Nesse contexto, a exceção inclui a avenida Champs-Élysées e os arredores da estação Saint-Lazare.
Trechos da Rue de Turbigo, no centro da capital, também ficaram de fora. Nessas regiões, manifestantes montaram barricadas e atearam fogo.
Em Lyon, uma das maiores cidades francesas, as autoridades renovaram o toque de recolher no centro, das 21h às 6h. Segundo o governo local, não houve incidentes durante a noite.
Da mesma forma, Marselha determinou um toque de recolher para menores desacompanhados, a partir de terça. Por fim, sindicatos e coletes amarelos convocaram novas manifestações para sábado.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, informou nesta terça-feira a parlamentares que soldados da operação Sentinelle, criada para combater o terrorismo e reforçar a segurança após os ataques do grupo Estado Islâmico em 2015, passarão a proteger locais considerados sensíveis.
A medida busca liberar policiais e integrantes da gendarmaria, força de segurança com atribuições policiais e militares, para atuar no controle das manifestações.
“O efetivo mobilizado no próximo sábado será enorme”, afirmou Lecornu à Assembleia Nacional, a Câmara baixa do Parlamento francês. O primeiro-ministro não informou quantos agentes serão mobilizados.
Fonte: G1


