Pensando fora da caixa, a banda Cuiabana escreveu um livro de poemas “RIMAS: Versas e Bardos”
A primeira impressão quando avista a banda cuiabana, é de que ela só tocará o famoso “Rock and Roll”. Mas é aí que somos pegos de surpresa. Quando ouvimos o seu álbum o trio nos convida a dar um giro pelos gêneros musicais. Assim, você vai do punk ao funk com eles.
Com o lema “festa e diversão”, a Unpunked nasceu no início da pandemia da Covid-19, lá em 2020. Os membros são o administrador, Fabinho (baixista), o advogado Melón (vocalista e guitarrista), e o publicitário Gontcha (tecladista e DJ). Todos eles, na época, tinham a necessidade de criar algo, mesmo trancados dentro de casa.
“A gente acredita que é legal ter um mix de produtos para atingir a maior quantidade de público possível, e também porque isso nos deixa livre enquanto banda independente para experimentar coisas novas e não se prender a um estilo só”, conta Gontcha.
Projeto leva o nome Flash Generator
Todavia pensando fora da caixa a banda ainda escreveu um livro de poemas “RIMAS: Versas e Bardos”. Conforme informaram, foi mais uma forma de ter um veículo para levar as músicas do trio para outros nichos.
“Um livro de poemas de uma banda que, em tese, é vista como uma banda de rock é uma ruptura, uma provocação. Quando você menos espera estamos ali declamando poemas de forma acústica, isso é mais uma busca nossa pela aleatoriedade”, ressalta o vocalista Melón.
Ainda com o intuito de levar a música para todos os cantos e de todas as formas, a banda faz várias aparições em locais diferentes de Cuiabá para ensaiar. Esse projeto leva o nome Flash Generator, que tem por objetivo aproximar o cidadão da arte.
“Quando levamos nossos instrumentos para esses locais as pessoas ficam curiosas. Isso é muito legal, principalmente para essa geração de 10, 12, 13 anos que normalmente não veem o instrumento de perto. Às vezes o contato que eles têm é pelo YouTube, vendo um trapper, um funkeiro que não usam todo esse aparato, e é aí que os encantamos”, salienta Fabinho.