No Brasil, o bitcoin estava a R$ 372.590, com ganho de 1,85%, segundo o Cointrade Monitor
O bitcoin (BTC) inicia a semana em forte alta, novamente acima de US$ 70 mil, seguindo os demais ativos de risco com a trégua momentânea no Oriente Médio.
Por volta das 11h45 (horário de Brasília), a criptomoeda era negociada a US$ 71.206, com alta de 3,7% nas últimas 24 horas, de acordo com o CoinGecko. No Brasil, o bitcoin estava a R$ 372.590, com ganho de 1,85%, segundo o Cointrade Monitor.
O avanço do bitcoin marca uma recuperação relevante após ter testado mínimas de US$ 64.000 no início do mês. Esse fôlego recente foi impulsionado diretamente por um alívio nas tensões no Oriente Médio. O ativo ganhou força após o presidente Donald Trump anunciar, via Truth Social, o adiamento por cinco dias de ataques militares planejados contra a infraestrutura energética do Irã. Segundo ele, a decisão ocorreu após diálogos considerados construtivos entre as duas nações nos últimos dias, o que trouxe um respiro momentâneo para ativos de risco em nível global.
Apesar da trégua diplomática, o cenário macroeconômico ainda exige cautela. Antes do anúncio, o mercado vinha absorvendo dados persistentes de inflação nos Estados Unidos e decisões do FOMC que frustraram investidores. Somado a isso, declarações anteriores de Trump envolvendo o Estreito de Hormuz haviam pressionado o bitcoin, que chegou a operar na casa dos US$ 68 mil ao longo do fim de semana.
Maior seletividade no curto prazo
A manutenção do bitcoin acima dos US$ 70.000 indica um equilíbrio entre forças vendedoras e compradoras. Mesmo em um ambiente macroeconômico mais pressionado. Enquanto parte dos investidores realiza lucros, há uma demanda consistente que sustenta os preços. Esse suporte vem, em grande parte, de investidores de longo prazo — os chamados holders — que seguem ampliando suas posições. Segundo o Mercado Bitcoin, acumularam cerca de 15 mil BTC só no fim de semana. Então, elevou o total desse grupo para aproximadamente 14,6 milhões de unidades, sinal de convicção apesar da volatilidade recente.
Por outro lado, o fluxo institucional mostra maior seletividade no curto prazo. Os ETFs de bitcoin registraram saídas de US$ 52 milhões na última sexta-feira. Embora o saldo semanal tenha permanecido positivo em cerca de US$ 95 milhões.
No mesmo período, a MicroStrategy voltou a comprar, com aquisição de 1.131 BTC (US$ 75,3 milhões). D3ssa maneira, reforça a estratégia de acumulação no longo prazo.
Do ponto de vista técnico, o próximo desafio do bitcoin é romper a faixa entre US$ 75.000 e US$ 76.000. E, dessa forma, abrir espaço para um novo movimento de alta, com potencial de testar os US$ 78.000 ainda nesta semana.
Enquanto o BTC se firma como o principal ativo do setor, as altcoins também acompanharam o movimento positivo após a redução das tensões geopolíticas. O Ethereum (ETH) sobe 4,74, cotado a US$ 2.178,80 (R$11.460,03), enquanto a Solana (SOL) avança 3,52% e a XRP registra alta de 1,81%.
Sem indicadores econômicos relevantes na agenda desta segunda-feira, o foco dos investidores permanece nas negociações diplomáticas ao longo da semana e nos próximos desdobramentos regulatórios nos Estados Unidos.
Fonte: valoreconômico



