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Chave do carro pode ser substituída pelo celular. Funcionalidade está disponibilizada por meio do aplicativo Google Wallet Foto: Shutterstock/ T. Schneider

Você sabia que pode usar o celular Android para abrir a porta do seu carro elétrico? Entenda como funciona

Chave do carro pode ser substituída pelo celular

Motoristas que possuem veículos e smartphones compatíveis já podem substituir a chave física do carro por uma versão digital armazenada no celular. A funcionalidade, disponível em aparelhos com Android 12 ou superior, permite destrancar automóveis e acessar outras funções por meio do aplicativo móvel Google Wallet.

A tecnologia foi incorporada ao sistema operacional do Google em 2021 e vem sendo adotada por montadoras de diferentes segmentos. O recurso utiliza conexões sem fio do smartphone para autenticar a proximidade do aparelho com o veículo e liberar o acesso de forma segura.

Além da praticidade, a solução de substituir a chave do carro pelo app do celular busca reduzir vulnerabilidades associadas a métodos tradicionais de abertura remota. Ao mesmo tempo, especialistas e fabricantes alertam para a necessidade de manter mecanismos de proteção no smartphone, já que a perda do aparelho pode representar riscos adicionais.

Como funciona a chave digital para veículos

A tecnologia foi incorporada ao sistema operacional do Google em 2021 e vem sendo adotada por montadoras de diferentes segmentos. O recurso utiliza conexões sem fio do smartphone para autenticar a proximidade do aparelho com o veículo e liberar o acesso de forma segura.

Além da praticidade, a solução busca reduzir vulnerabilidades associadas a métodos tradicionais de abertura remota. Ao mesmo tempo, especialistas e fabricantes alertam para a necessidade de manter mecanismos de proteção no smartphone, já que a perda do aparelho pode representar riscos adicionais.

O sistema faz uso de tecnologias como Bluetooth, banda ultralarga, conhecida pela sigla UWB, e comunicação por aproximação NFC. Dependendo das características do smartphone e do veículo, essas ferramentas atuam em conjunto para reconhecer a presença do usuário e validar a operação solicitada.

Outro diferencial está na possibilidade de compartilhar a chave digital com outras pessoas. Como a credencial existe em formato eletrônico, ela pode ser enviada para dispositivos compatíveis sem a necessidade de entregar uma chave física.

A origem desse modelo remonta a iniciativas anteriores da indústria automotiva e de tecnologia. Antes de sua chegada aos smartphones, empresas do setor já trabalhavam em padrões voltados à substituição das chaves convencionais por versões digitais.

Configuração depende da fabricante do veículo

O processo de ativação varia conforme a montadora. Em alguns casos, a inclusão da chave digital ocorre por meio do aplicativo da própria empresa. Em outros, o usuário recebe um convite para vincular o veículo ao smartphone ou conclui a configuração diretamente pela central multimídia do automóvel.

Independentemente do método que o usuário adotar, ele precisa utilizar um aparelho atualizado. Além disso, o cidadão deve instalar o aplicativo Google Wallet. Do mesmo modo, o sistema exige o acesso regular a uma conta Google ativa. Contudo, o processo pode solicitar algumas etapas adicionais de validação de dados. Por exemplo, a plataforma requer a autenticação por NFC em determinados momentos. Assim, o aplicativo também solicita a inserção manual de códigos de confirmação.

Compatibilidade ainda se concentra em modelos mais recentes

A lista de veículos aptos a utilizar a chave digital inclui principalmente automóveis mais novos, modelos elétricos e marcas posicionadas nos segmentos premium e de luxo. Entre as fabricantes que já oferecem suporte ao recurso estão Audi, BMW, Genesis, Hyundai, Kia, Lexus, Mercedes-Benz, MINI, Polestar, Porsche, RAM, Toyota e Volvo.

No lado dos smartphones, o requisito básico é executar o Android 12 ou versões posteriores. Algumas funções avançadas dependem da presença de hardware específico, como a tecnologia UWB, embora recursos essenciais possam operar apenas com Bluetooth e NFC.

Segurança é vantagem, mas não elimina riscos

De acordo com o Google, o uso de tecnologias capazes de identificar a posição exata do aparelho em relação ao veículo ajuda a reduzir a exposição a ataques que tentam ampliar artificialmente o alcance do sinal de uma chave tradicional.

Ainda assim, a substituição da chave física pelo telefone cria novos pontos de atenção. Caso haja perda ou roubo do dispositivo, invasores podem acessar também os sistemas relacionados ao automóvel, especialmente se for um aparelho protegido por senhas fracas ou mecanismos insuficientes de autenticação.

Por essa razão, a recomendação é combinar a chave digital com recursos como biometria e métodos robustos de bloqueio de tela. Manter uma chave física de reserva também pode evitar transtornos caso ocorram falhas de software ou indisponibilidade temporária do smartphone.

Segundo o Google, usuários ainda podem suspender ou remover a chave digital à distância em determinadas situações, impedindo que ela continue válida até que o aparelho seja recuperado ou substituído.

Fonte: olhardigital