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China retoma negociações para paz no Oriente Médio. Ministros das Relações Exteriores da China e do Irã se reuniram em Pequim Foto: Reprodução

China pede cessar-fogo imediato e abrangente no Oriente Médio

China retoma negociações para paz no Oriente Médio

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou nesta quarta-feira (6) seu apoio aos esforços urgentes para pôr fim ao conflito, retomar as negociações e restaurar a paz e a segurança no Oriente Médio.

A declaração veio após os ministros das Relações Exteriores da China e do Irã se reunirem em Pequim nesta quarta-feira.

Durante a coletiva de imprensa, realizada diariamente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou: “A China acredita que um cessar-fogo imediato e abrangente é urgentemente necessário e que a retomada das hostilidades deve ser evitada”.

Pequim reiterou seu compromisso de “reduzir as tensões e as hostilidades”. Isto é, visando desempenhar um papel mais importante na “restauração da paz e da estabilidade na região do Oriente Médio”.

A visita de Araqchi, anunciada pela agência de notícias estatal Xinhua, é sua primeira viagem à China. Isso ocorreu desde que a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã provocou o mais severo choque global de oferta de petróleo da história. Assim, a segurança energética da China, o maior importador mundial de petróleo bruto, foi comprometida.

Persuadir o Irã a abrir o Estreito de Ormuz

No início desta semana, Scott Bessent instou a China a intensificar esforços diplomáticos. Principalmente, para persuadir o Irã a abrir o Estreito de Ormuz à navegação internacional.

Bessent afirmou que o presidente Donald Trump e o líder chinês, Xi Jinping, trocariam opiniões sobre o Irã pessoalmente. Isso deve ocorrer durante suas conversas de 14 e 15 de maio em Pequim. Mas enfatizou que ambos buscarão manter a relação estável entre EUA e China após a trégua comercial de outubro.

O secretário do Tesouro dos EUA instou a China a “se juntar a nós nesta operação internacional”. O objetivo é abrir o estreito, mas não especificou quais ações Pequim deveria tomar.

Ele acrescentou que a China e a Rússia deveriam parar de bloquear iniciativas nas Nações Unidas, incluindo uma resolução que incentiva medidas para proteger a navegação comercial no estreito.

Fonte: CNN