No momento, você está visualizando Coffee badging; a tendência que afeta as jornadas de trabalho
Saiba como o coffee badging pode afetar sua imagem no trabalho. Prática demosntra descontentamento dos funcionários Foto: Pexels

Coffee badging; a tendência que afeta as jornadas de trabalho

Como o coffee badging pode afetar sua imagem

O mercado de trabalho anda passando por muitas mudanças, contando com manifestações dos trabalhadores, segundo o que desejam melhorar em seu aspecto profissional. Termos como o quiet quitting e o quiet ambition já foram levantados e hoje se fala no coffee badging.

É interessante que as empresas conheçam esse movimento, porque ele representa descontentamento dos funcionários com determinado aspecto do trabalho. Assim, elas poderão se adequar e estabelecer com seus talentos uma relação onde ambos ganham.

Para saber o que é coffee badging e entender mais sobre essa forma de manifestação, continue acompanhando este artigo!

O que é coffee badging?

O coffee badging é uma forma de trabalhar que reflete como os colaboradores estão encarando a volta ao trabalho presencial, após a pandemia. Este movimento se caracteriza pelo encontro dos funcionários para tomar um café no escritório e bater um papo, para logo depois irem embora.

Assim, eles são vistos por colegas e gestores, mas não precisam passar muito tempo no ambiente de trabalho.

Desse modo, eles cumprem a jornada de trabalho exigida, já que batem o ponto presencialmente, mas continuam passando mais tempo em casa. De lá, eles terminam o trabalho que precisa ser entregue, sem prejuízo do seu conforto.

Como surgiu essa tendência?

Foram dois os principais motivos que levaram ao início do coffee badging, que aconteceu nos EUA. O primeiro deles foi o gasto alto para o trabalhador que precisa ir até o escritório, que envolve transportes públicos, gasolina e estacionamento.

Quanto mais vezes no trabalho presencial, mais dinheiro o colaborador tira do próprio bolso para chegar ao trabalho. O segundo motivo foi o tempo de deslocamento das casas dos trabalhadores até seu trabalho.

No Brasil, especialmente nas grandes metrópoles, os trabalhadores podem ficar horas para ir e horas para voltar, presos no trânsito, onde não são úteis, nem produtivos.

Sem que se contorne esses motivos, as empresas continuarão a enfrentar resistência ao chamarem seus funcionários ao presencial.

Quais profissionais já fazem parte desse movimento?

Fazem parte do coffee badging, especialmente, os colaboradores que trabalham em modelo híbrido (não todos eles). Ou seja, aqueles que ficam em casa parte dos dias e a outra parte são obrigados a trabalhar presencialmente.

Esses profissionais desejam o trabalho remoto e sentem que conseguem exercer sua função sem comparecer ao escritório.

Dessa forma, quando estão atuando presencialmente, como forma de protesto, passam pouco tempo no escritório e, o pouco que passam, é fazendo interação social e tomando um café.

Coffee badging: por que é importante conhecer essa tendência?

As empresas precisam conhecer o movimento coffee badging porque ele reflete as insatisfações dos trabalhadores. A maioria deles não deseja voltar às atividades presenciais, gastando seu tempo e dinheiro para executar uma tarefa que poderiam fazer em casa.

Além disso, muitos encontram em seus escritórios presenciais as mesmas demandas de reuniões online e apenas trocam a sua câmera de vídeo pela câmera da empresa.

Portanto, para os profissionais que conseguem fazer suas atividades integralmente de forma remota, não há atratividade em ficar trabalhando longe de casa.

O tempo gasto em transporte até o escritório pode ser utilizado para outra atividade mais relevante, especialmente para sua vida pessoal. Ou seja, quando cabível, o trabalho online possibilita melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional, por isso é mais desejado pelos trabalhadores.

Nesse sentido, é preciso que a empresa trabalhe para implementar um ambiente presencial mais atraente, se quiser que seus colaboradores voltem empolgados a ele e evitar, assim, o coffe badging.

Os profissionais devem sentir-se acolhidos e é preciso estimular a troca entre eles, para que queiram estar juntos e sintam que conseguem inovar e criar melhor quando estão em equipe.

Como o RH pode agir a respeito do coffee badging?

Diante da resistência dos trabalhadores, traduzida em coffee badging, as empresas enfrentam desafios para atrair os trabalhadores de volta aos escritórios. Mas com equilíbrio e por meio de uma negociação que ofereça benefícios para ambas as partes, é possível chegar a um consenso.

Em primeiro lugar, é preciso compreender quais são as expectativas dos trabalhadores e da empresa, para tentar atendê-las. Pode ser que o trabalhador consiga, realmente, fazer sua função à distância. E pode ser que a empresa deseje fazer reuniões de alinhamento de estratégias presencialmente.

Quando for possível, basta combinar as vontades, para que todos sintam segurança e conforto com a decisão.

Quando a presença for necessária, é fundamental deixar claras as expectativas de produtividade, para que o trabalhador compreenda os motivos de estar ali. Assim, será mais fácil tê-lo engajado e fazendo um bom trabalho.

Além se adaptar ao trabalho híbrido, que é uma tendência do RH em 2024, o setor pode:

  • Fazer feedbacks frequentes;
  • Capacitar gestores;
  • Apoiar os colaboradores.

Fazer feedbacks frequentes

Solicitar aos trabalhadores um feedback sobre as políticas de trabalho híbrido da empresa. Isso ajudará a verificar o motivo de sua insatisfação quando sua presença for exigida no escritório. Assim, será possível esclarecer a necessidade de sua presença ou fazer ajustes na política, se for o caso.

Capacitar gestores 

Se os trabalhadores estão recorrendo ao coffee badging, é porque sentem que não são necessários presencialmente. Portanto, pode haver uma falha gerencial, quanto ao modelo de trabalho, que precisa de atenção. Dessa forma, o RH pode oferecer capacitação aos gestores, para um melhor alinhamento das estratégias de trabalho.

Apoiar os colaboradores

Por fim, o RH pode apoiar os colaboradores para que eles consigam encontrar equilíbrio em sua vida pessoal e profissional, mesmo diante do trabalho híbrido ou presencial. Afinal, se sentir que a empresa não enxerga ou não se importa com suas demandas, será mais difícil a sua colaboração.

Fonte: solides