Após seis meses de ameaças e táticas de pressão, os Estados Unidos lançaram uma operação militar na Venezuela no sábado (3)
O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião de emergência na segunda-feira sobre a operação dos EUA contra a Venezuela, informou a presidência do Conselho neste sábado.
Em resposta à intervenção militar dos EUA no país sul-americano, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou em um comunicado divulgado pelo porta-voz, Stéphane Dujarric, que está profundamente alarmado com a escalada na Venezuela.
“Independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”, afirmou na nota.
“O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito – por todos – ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não estarem sendo respeitadas”, acrescentou.
O secretário-geral apela a todos os atores na Venezuela para que se engajem em um diálogo inclusivo. Ou seja, com pleno respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito, concluiu.
Também no sábado, a Missão Permanente da Venezuela junto às Nações Unidas enviou uma carta a Abukar Dahir Osman. Ele é presidente do Conselho de Segurança em janeiro, condenando os ataques armados “brutais, injustificados e unilaterais” dos EUA contra a nação sul-americana.
Forças militares dos EUA bombardearam alvos civis e militares na capital Caracas
A carta também apresentou quatro exigências. Uma reunião urgente do Conselho de Segurança para discutir a agressão dos EUA, uma forte condenação da agressão contra a Venezuela. Bem como, a suspensão imediata dos ataques militares dos EUA e medidas para responsabilizar Washington por “crime de agressão”.
As forças militares dos EUA bombardearam alvos civis e militares na capital Caracas e em outras cidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira no início da manhã de sábado, e realizaram ataques em todo o país com helicópteros e aviões, segundo a carta.
A carta observou que os ataques constituem um ato flagrante de agressão premeditada, reconhecida e divulgada por Washington, e que violam “flagrantemente” a Carta da ONU.
O ataque dos EUA foi realizado contra um país em plena paz, afirmou a carta. Assim, observou que visa derrubar o atual governo venezuelano e impor um “governo fantoche” para saquear os recursos petrolíferos do país.
A realização da reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU conta com o apoio da Colômbia. Membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, e da Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.
Fonte: cnn


