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Delcy Rodríguez diz estar “farta” de receber ordens de Washington. Declarações foram dadas a cerca de 2.000 trabalhadores Foto: Wikimedia Commons

Ditadora interina da Venezuela diz estar “farta” de receber ordens dos EUA

Delcy Rodríguez diz estar “farta” de receber ordens de Washington

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou ontem que está farta das ordens de Washington desde a ação dos EUA de captura do ditador Nicolás Maduro.

O que aconteceu

“Chega de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela”, afirmou a mulher. As declarações foram dadas a cerca de 2.000 trabalhadores do setor de petróleo na cidade de Puerto La Cruz, em um evento transmitido pelo canal estatal Venezolana de Televisión.

Delcy argumentou, antes de tudo, que os assuntos internos do país devem ficar aos cuidados da política nacional. “Que a política venezuelana resolva, primordialmente, nossa divergência e nossos conflitos internos. Já basta das potências estrangeiras. Isso já custou muito caro à República. Além disso, enfrentar as consequências do fascismo e extremismo tem sido caro demais”, acrescentou.

Venezuela está disposta a dialogar

A presidente explicou, do mesmo modo, que a Venezuela está disposta a dialogar em um “quadro de respeito”. “Como já dissemos, vamos enfrentá-los de frente. Em seguida, com o governo dos Estados Unidos, resolveremos nossas diferenças. Assim, trataremos nossas controvérsias históricas por meio da diplomacia bolivariana.”

Para ela, as pessoas que desejarem o “mal” à Venezuela devem ser, acima de tudo, separadas da vida nacional. “Aqueles que defenderam bloqueios, invasões e bombardeios em nosso território, contra nossa integridade territorial, não merecem nossa nacionalidade. Tampouco merecem nossa identidade. Muito menos o reconhecimento do povo venezuelano”, falou a mulher.

Delcy relata que as ameaças americanas começaram logo após a detenção de Maduro. Segundo ela, os militares norte-americanos afirmaram inicialmente que assassinaram o ditador e sua esposa, Cilia Flores, em vez de apenas sequestrá-los.

Com o passar das semanas, no entanto, presidência interina e governo dos EUA demonstraram maior alinhamento. A gestão do presidente Donald Trump teria avaliado que manter Delcy no poder era a melhor maneira de evitar que a Venezuela “mergulhasse em caos”. Análise é de que a mulher é uma “política pragmática, e não uma ideóloga”, que estaria disposta a negociar e até mesmo a trabalhar com os EUA.

Delcy tem defendido ação diplomática. Ela falou ser importante resolver de “uma vez e para sempre” a contradição histórica e os conflitos entre os EUA e a Venezuela, no que classificou como uma “batalha diplomática”.

Fonte: uol