Escola de MT disputa Prêmio Melhores Escolas do Mundo
O Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf, de MT, está entre as escolas finalistas do World’s Best School Prizes 2026 (Prêmio Melhores Escolas do Mundo), um dos mais importantes reconhecimentos internacionais da educação, conhecido também como a “Copa do Mundo das Escolas”.
O Brasil tem mais três escolas entre as finalistas: Centro Educacional Primeiro Mundo (PA), Escola Municipal GET IV Centenário (RJ) e Escola Baniwa Kalipana (AM).
A premiação reúne uma comunidade global de educadores e escolas e foi criada em 2022 pela organização britânica T4 Education, após a pandemia de Covid-19, e reconhece boas e inovadoras práticas educacionais.
São cinco categorias avaliadas por um júri especializado:
- Colaboração com a Comunidade;
- Ação Ambiental;
- Inovação;
- Superação de Adversidades;
- Promoção de Vidas Saudáveis.
A escola de MT
O Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf, de Cuiabá (MT), está entre os finalistas na categoria Inovação. A instituição desenvolveu uma metodologia pioneira que transforma salas de aula tradicionais em espaços de aprendizagem sensoriais, investigativos e colaborativos, promovendo uma educação antirracista desde a primeira infância.
PA
O Centro Educacional Primeiro Mundo, com unidade em Canaã dos Carajás (PA), foi reconhecido na categoria Superação de Adversidades por conectar estudantes de uma região remota da Amazônia a oportunidades acadêmicas, científicas e tecnológicas normalmente disponíveis apenas nos grandes centros urbanos.
RJ
A Escola Municipal GET IV Centenário, localizada no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro (RJ), também é finalista na categoria Superação de Adversidades. A instituição, localizada em um dos territórios mais vulneráveis da cidade, tem uma metodologia que une segurança emocional, protagonismo estudantil, criatividade e inovação.
“Essas instituições demonstram que as escolas brasileiras estão entre as melhores do mundo. Cada uma delas, à sua maneira, está preparando crianças e jovens para um mundo cada vez mais complexo e incerto”, afirma o fundador da T4 Education e do World’s Best School Prizes Vikas Pota.
“Em suas salas de aula, elas mostram diariamente o que funciona na educação. São exemplos dos quais governos e escolas de todo o mundo podem aprender.”
Os vencedores serão anunciados em novembro de 2026. As 50 escolas finalistas participarão de uma votação pública para definir a vencedora do prêmio Community Choice Award (Escolha da Comunidade).
AM
A Escola Baniwa Kalipana, localizada em São Gabriel da Cachoeira (AM), no Território Indígena do Alto Rio Negro, foi selecionada entre as finalistas do prêmio de Ação Ambiental por seu modelo de educação indígena contextualizada, que integra saberes ancestrais, preservação ambiental e currículo escolar.
Conheça os colégios brasileiros finalistas do “Copa do Mundo das Escolas”:
Centro de Educação Infantil Rosa Mutran Maluf (Cuiabá – MT)
Finalista na categoria Inovação, a instituição que integra aa Fundação Fé e Alegria, desenvolveu a metodologia Criancice, que substitui salas de aula fixas por diferentes territórios de aprendizagem temáticos.
As crianças circulam por ambientes voltados à ciência, arte, literatura, movimento, tecnologia e cultura, construindo conhecimento por meio da experimentação, da brincadeira e da investigação.
A valorização da diversidade étnico-racial está presente em toda a proposta pedagógica, com materiais que representam a cultura afro-brasileira e indígena e ações permanentes de educação antirracista. O modelo tem contribuído para o fortalecimento da autonomia, da expressão emocional e das habilidades sociais dos estudantes, além de ampliar o envolvimento das famílias no processo educativo.
Centro Educacional Primeiro Mundo (Canaã dos Carajás – PA)
Finalista na categoria Superação de Adversidades, a escola tornou-se um polo educacional na Amazônia. Nesse sentido, oferece oportunidades acadêmicas e científicas de alto nível. Atualmente, atende cerca de 4 mil estudantes de diferentes origens sociais, econômicas e culturais.
Ademais, a instituição desenvolveu um robusto programa educacional de excelência. Este projeto inclui estudantes indígenas da etnia Kayapó. Igualmente, abrange alunos neurodivergentes e pessoas com deficiência. Consequentemente, a escola promove a convivência em um ambiente educacional verdadeiramente integrado.
Além disso, em apenas três anos, seus estudantes conquistaram mais de mil medalhas. Tais premiações ocorreram em olimpíadas acadêmicas nacionais e internacionais. Um destaque notável foi um aluno bolsista. Ele passou a representar o Brasil, brilhantemente, em competições internacionais de astronomia e física.
Escola Municipal GET IV Centenário (Rio de Janeiro – RJ)
Também finalista na categoria Superação de Adversidades, a escola atende estudantes do Complexo da Maré. Infelizmente, esta é uma das regiões mais afetadas pela violência urbana no Rio de Janeiro.
Em contrapartida, sua metodologia, chamada de Fábrica de Sonhos, utiliza tecnologias avançadas. Consequentemente, aplica robótica, realidade virtual e impressão 3D no ensino. Desse modo, estimula a criatividade, a inovação e a resolução de problemas reais da comunidade.
Ademais, a proposta inclui atividades voltadas ao desenvolvimento socioemocional. Igualmente, foca na construção de projetos de vida. Além disso, promove uma forte participação das famílias na rotina escolar.
Apesar dos desafios do território, a escola mantém resultados impressionantes. Por exemplo, registra índice de evasão zero e frequência superior a 90%. Adicionalmente, apresenta taxa de alfabetização de 97%. Portanto, supera amplamente as médias municipais e nacionais de desempenho educacional.
Escola Baniwa Kalipana (São Gabriel da Cachoeira – AM)
A escola é finalista na categoria Ação Ambiental. Ademais, promove uma educação indígena contextualizada. Essa prática baseia-se no sistema agrícola tradicional Káali. Consequentemente, conecta o cultivo da mandioca a conhecimentos ecológicos. Igualmente, integra a memória, a arte e a espiritualidade. Por fim, abrange a saúde e a vida comunitária.
O modelo integra os saberes tradicionais ao currículo nacional, com aulas realizadas em duas línguas e forte participação da comunidade. Professores, lideranças indígenas, famílias e anciãos atuam conjuntamente na transmissão e preservação dos conhecimentos ancestrais.
Entre os resultados alcançados estão projetos de sustentabilidade que beneficiaram dezenas de comunidades da região, incluindo sistemas de energia solar para abastecimento de água potável, iniciativas de segurança alimentar e programas de meliponicultura.
Fonte: CNN



