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Fazer hambúrguer em casa custa 43% menos do que comer fora. Mesmo assim, a experiência de comer fora segue ganhando espaço Foto: Reprodução

DIA DO HAMBÚRGUER: Fazer sanduíche em casa é 43% mais barato do que comer fora, aponta VR

Fazer hambúrguer em casa custa 43% menos do que comer fora

O Dia do Hambúrguer é comemorado nesta quinta-feira (28) e um levantamento da VR aponta que fazer o sanduíche em casa custa 43% menos do que comer fora. Porém, mesmo com a diferença de preço, a experiência de comer fora segue ganhando espaço.

Nos supermercados, o preço do hambúrguer congelado se manteve relativamente estável ao longo da série; o valor médio foi de R$ 9,92 no período analisado. Considerando também outros itens usados no preparo do lanche em casa, a muçarela, na média, ficou em R$ 13,75, e o pão específico para a montagem, em R$ 9,15. Com isso, a combinação de hambúrguer congelado, pão e queijo chega a R$ 32,82 no supermercado.

Já nas hamburguerias, a média dos pedidos avançou ano a ano: passou de R$ 48,40 em 2023 para R$ 57,16 em 2024, R$ 62,83 em 2025 e R$ 70,85 nos quatro primeiros meses de 2026.

Na média do período total, o consumo em estabelecimentos especializados ficou em R$ 46,93, valor 43% superior ao kit comprado no supermercado. O cálculo das hamburguerias considera o valor total consumido no local, incluindo outros itens do pedido.

O levantamento indica, porém, que os dois formatos não funcionam como substitutos diretos. “Supermercado e hamburgueria ocupam espaços diferentes na rotina do trabalhador. Enquanto o hambúrguer preparado em casa aparece mais associado à praticidade e ao consumo cotidiano, a ida à hamburgueria tende a envolver uma experiência de lazer e encontro com familiares e amigos, o que ajuda a explicar os valores mais altos”, afirma Cássio Carvalho, diretor-executivo de negócios da VR.

A pesquisa levou em conta 975.983 itens de hambúrgueres congelados em notas fiscais de supermercados entre 2023 e abril de 2026. No mesmo período, as hamburguerias registraram mais de 4 milhões de transações com cartões VR.

Novos hábitos de consumo

As transformações nos hábitos de consumo refletem uma nova dinâmica econômica na relação entre o comércio varejista e a alimentação fora do lar. Além disso, o comportamento do trabalhador evidencia que o valor de um produto vai muito além do seu preço financeiro.

Por exemplo, a busca pelo lazer e pelo convívio social dita o ritmo dos investimentos das famílias no setor gastronômico atual. Com efeito, a experiência afetiva e o bem-estar superam a necessidade de economia imediata em momentos de descontração.

Consequentemente, os estabelecimentos comerciais precisam inovar constantemente para justificar os custos operacionais agregados ao serviço. Por outro lado, o mercado de autosserviço ganha espaço ao oferecer conveniência para os dias úteis.

Desse modo, as duas vertentes de consumo convivem de forma harmoniosa no planejamento financeiro contemporâneo. Assim, o equilíbrio entre a economia doméstica e as ocasiões de sociabilidade fortalece a sustentabilidade de toda a cadeia alimentícia.

Fonte: timesbrasil