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G7 realizou reunião para discutir liberação de reservas de petróleo, a fim de lidar com a interrupção provocada pela guerra no Irã Foto: Ag. Brasil

G7 de energia se reuniu nesta terça-feira para discutir liberação de reservas de petróleo, dizem fontes

G7 realizou reunião para discutir liberação de reservas de petróleo

Os ministros de Energia dos países do Grupo dos Sete (G7) realizaram uma reunião virtual na manhã de terça-feira (10) para discutir uma possível liberação de reservas de petróleo, a fim de lidar com a interrupção no fornecimento provocada pela guerra no Irã, disseram fontes.

Os ministros das Finanças do G7 se reuniram (9) para discutir a liberação das reservas, mas não tomaram uma decisão. Os membros do G7 são Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

As conversas entre os países do G7 têm sido “positivas”, disseram as fontes. Qualquer ação coordenada para liberar reservas ocorreria após a reunião dos ministros de Energia.

Os Estados Unidos consideram apropriada uma liberação conjunta. Em primeiro lugar, seria de 300 milhões a 400 milhões de barris. Isso equivale a 25% a 30% dos 1,2 bilhão de barris armazenados nas reservas.

“Estamos prontos para tomar as medidas necessárias. Inclusive para apoiar o fornecimento global de energia. Como a liberação de estoques”, disseram os ministros das Finanças do G7.

Preços após o fechamento de Ormuz

Os preços do petróleo chegaram a ultrapassar os US$ 100 por barril em seus picos, enquanto o estratégico Estreito de Ormuz permanece fechado devido a ameaças do Irã. Ainda não está claro quando o estreito poderá ser reaberto ao tráfego marítimo.

Os preços recuaram na segunda-feira diante da expectativa de que haverá liberação de reservas de petróleo. Os mercados negociavam o petróleo dos Estados Unidos por volta de US$ 95 por barril. Enquanto isso, negociavam o Brent, referência global, um pouco abaixo de US$ 100.

O fechamento do estreito provocou a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, segundo análise da consultoria Rapidan. Essa estreita via marítima exporta cerca de 20% do consumo mundial de petróleo.

Diferentemente de choques anteriores, não há capacidade ociosa para compensar a interrupção, porque Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão isolados do mercado global de petróleo devido ao fechamento do estreito, afirmaram analistas da Rapidan.

Reservas não são o suficiente

A Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos não é suficiente para compensar o volume de petróleo retido no Golfo Pérsico, disseram os analistas. Atualmente, a reserva americana possui 415 milhões de barris, cerca de 58% de sua capacidade total autorizada de 714 milhões de barris, segundo o Departamento de Energia.

Os países membros da Agência Internacional de Energia devem sofrer pressão para liberar seus estoques estratégicos, já que essa é “a única opção restante de resposta do lado da oferta”, disseram os analistas da Rapidan.

Fonte: CNBC