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Segundo a Acrimat, Mato Grosso possui cerca de 129 mil propriedades, sendo que 36% possui até 50 cabeças de bovinos da Genética dos Zebuínos - Foto: Fecomércio-MT

Genética dos Zebuínos é debatida em reunião na ALMT

Segundo a Acrimat, Mato Grosso possui cerca de 129 mil propriedades, sendo que 36% possui até 50 cabeças de bovinos da Genética dos Zebuínos

A informação é da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e apresentada durante a primeira reunião ordinária da Câmara Setorial (CST) Temática da Genética dos Zebuínos, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Mato Grosso possui um rebanho bovino com mais de 32 milhões de cabeças, divididos em cerca de 129 mil propriedades. 36% dessas possuem até 50 animais.

A reunião teve como pauta a visão e a experiência com ferramentas técnicas de melhoramento genético para produtores de pequeno, médio e grande porte.

Nós temos a pastagem, a sanidade, a nutrição e isso tudo junto forma essa conexão”, destacou o relator da CST, Alexandre El Hage, presidente da Associação dos Nelores de Mato Grosso (Nelore MT). De acordo com o relator, é preciso colocar também em discussão o elo da cadeia de melhoramento genético.

Os trabalhos são desenvolvidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e os órgãos de extensão rural, pontuou Alexandre El Hage. Dessa forma, auxiliam para que os produtores, em especial os pequenos, possam ter acesso às novas tecnologias.

“Hoje temos 66 milhões de fêmeas entrando em reprodução no Brasil, onde 46% dessas fêmeas só têm acesso à tecnologia de melhoramento genético. Precisamos acessar esses outros 54% para que tenhamos não só uma carne de qualidade para a mesa do produtor mato-grossense brasileiro. Mas também que tenha lucratividade para o homem do campo”.

Produtor deve ser gerador de alimento de alto valor

A reunião da CST da Genética dos Zebuínos na ALMT contou com a palestra do zootecnista e pesquisador da Embrapa em Mato Grosso do Sul, Gilberto Menezes.

O especialista frisou na ocasião que “o produtor rural não deve pensar somente em boi. Mas em um agente gerador de alimento de alto valor para a humanidade. O melhoramento genético passa pelo processo de aperfeiçoamento dos animais, tornando-o mais produtivo, eficiente e lucrativo ao longo das gerações”.