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O Ibovespa recuava e o dólar tinha queda frente o real nesta terça-feira (11), após anúncio das tarifas do presidente Donald Trump - Foto: Wikimedia/CC

Ibovespa atinge mínimas com novas tarifas de Trump; dólar recua

Presidente dos EUA dobrou nesta terça (11), tarifas sobre todos produtos de aço e alumínio do Canadá que entram no país

O Ibovespa recuava e o dólar tinha queda frente o real nesta terça-feira (11), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dobrar as tarifas sobre todos os produtos de aço e alumínio do Canadá que entram no país para 50%.

Por volta de 15h15, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 1,13%, a 123.11,69 pontos.

No mesmo horário, o dólar à vista caía 0,48%, a R$ 5,8275 na venda.

Na segunda-feira (10), o dólar à vista fechou em alta de 1,13%, a R$ 5,8549.

Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dobrou nesta terça-feira a tarifa sobre todos os produtos de aço e alumínio do Canadá que entram no país, elevando a taxa para 50%, em resposta à implementação pela província canadense de Ontário de uma tarifa de 25% sobre a eletricidade que entra nos EUA.

Trump disse em uma publicação no Truth Social que instruiu seu secretário de Comércio a adicionar uma tarifa adicional de 25% sobre a taxa inicial que entrará em vigor na manhã de quarta-feira (12).

“Além disso, o Canadá deve imediatamente reduzir sua tarifa antiamericana de 250% a 390% sobre vários produtos lácteos dos EUA, que há muito tempo é considerada ultrajante. Em breve, estarei declarando uma Emergência Nacional de Eletricidade dentro da área ameaçada”, escreveu Trump.

Contexto internacional

A principal razão para os ganhos do dólar na segunda-feira foram os receios em relação à saúde da maior economia do mundo. Uma vez que os investidores estão preocupados que uma potencial guerra comercial provocada pelas tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, possa afetar uma atividade já em desaceleração.

O sentimento pessimista em relação à economia dos EUA, já fomentado por dados de emprego mais fracos do que o esperado na semana passada. E uma deterioração das perspectivas econômicas de consumidores e empresários, ganhou força no fim de semana devido a comentários de Trump.

Investidores interpretaram a mensagem do presidente dos EUA como uma a abertura à possibilidade de uma recessão no curto prazo a fim de satisfazer a implementação de suas medidas econômicas consideradas mais agressivas.

Analistas apontam que as tarifas de Trump podem aumentar a inflação nos EUA e pesar sobre a economia ao fazer empresários segurarem investimentos.

“Ontem foi um dia de forte pessimismo e aversão global ao risco, que provocou uma fuga para a qualidade, com investidores buscando ativos considerados seguros”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

“Na sessão de hoje (11), a gente vê um pouco o mercado retornando, devolvendo um pouco desse movimento. Mas o tema continua muito presente”, completou.

Na segunda-feira, o dólar à vista fechou em alta de 1,13%, a R$ 5,8549

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,47%, a 103,370.

Em meio às incertezas sobre as políticas comerciais de Trump, pretende anunciar uma série de tarifas recíprocas no início de abril. Os mercados se posicionavam para a divulgação de mais dados econômicos nesta semana.

O destaque será o relatório de inflação ao consumidor nos EUA para fevereiro, a ser publicado na quarta-feira. Uma vez que os agentes financeiros buscam indícios sobre o espaço que o Federal Reserve terá para cortar a taxa de juros neste ano. Ou seja, isso pode ajudar a afastar os temores de recessão.

No momento, operadores precificam até três cortes de juros pelo Fed neste ano, cada um de 0,25 ponto percentual.

Brasil

Na cena doméstica, o mercado tem retomado o foco em torno do cenário fiscal brasileiro. Uma vez que temem os impactos dos esforços do governo federal para reduzir os preços dos alimentos e recuperar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na frente de dados, o IBGE informou que a produção da indústria no Brasil frustrou as expectativas e ficou estagnada em janeiro. Iniciando um ano em que a expectativa é de que o setor sofra desaceleração em meio a condições mais restritivas.