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A internet foi tomada por uma nova tendência: imagens geradas por inteligência artificial no estilo do Studio Ghibli - Foto: Reprodução

Imagens no estilo Studio Ghibli viralizam e levantam debate sobre IA e direitos autorais

Imagens no estilo Studio Ghibli viralizaram nos ultimos dias

Nos últimos dias, a internet tomada por uma nova tendência: imagens geradas por inteligência artificial no estilo do Studio Ghibli, o icônico estúdio de animação japonês conhecido por filmes como “A Viagem de Chihiro” e “Meu Amigo Totoro”.

A febre começou após o ChatGPT, da OpenAI, lançar um novo gerador de imagens, que rapidamente conquistou os usuários. Em apenas uma hora, a ferramenta já havia registrado 1 milhão de novos acessos, segundo Sam Altman, CEO da OpenAI.

Apesar do entusiasmo do público e da rápida adesão à tendência, o uso da IA para reproduzir estéticas artísticas levanta questões importantes sobre direitos autorais e o impacto da tecnologia sobre a arte.

Críticas de Hayao Miyazaki e do setor artístico

O movimento também reacendeu uma antiga crítica do fundador do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki. Em 2016, ao assistir a uma demonstração de vídeos criados por inteligência artificial, Miyazaki declarou estar “totalmente enojado” e afirmou que jamais incorporaria essa tecnologia em seus trabalhos.

A discussão sobre o uso da IA na criação artística não é nova. Recentemente, mais de 400 atores, cineastas e músicos assinaram uma carta aberta criticando a OpenAI. E outras empresas de tecnologia pelo uso de obras protegidas por direitos autorais no treinamento de inteligências artificiais. O grupo alega que essas corporações trabalham para “enfraquecer ou eliminar” as proteções legais que garantem a autoria de seus trabalhos.

Posicionamento da OpenA

Diante da polêmica, a OpenAI afirmou que seu sistema foi projetado para evitar a reprodução do estilo de artistas vivos, mas que permite a criação de imagens inspiradas em estéticas de estúdios mais amplos, como o Studio Ghibli. Segundo a empresa, a intenção é oferecer liberdade criativa aos usuários, permitindo a geração de “criações originais de fãs”.

Porém, o grande volume de imagens geradas recentemente levou a empresa a impor um limite temporário de três imagens por dia para os usuários da versão gratuita do ChatGPT. Sam Altman, CEO da OpenAI, explicou a medida de forma bem-humorada: “Nossas GPUs estão derretendo”.

E agora? O futuro da arte e da IA

A ascensão da inteligência artificial na arte, contudo, é um tema complexo e controverso. Se, por um lado, a tecnologia democratiza a criação de imagens e estimula a criatividade, por outro, também levanta preocupações sobre a apropriação de estilos artísticos sem a devida remuneração ou reconhecimento de seus criadores.

O Studio Ghibli, até o momento, não se pronunciou sobre a viralização de imagens inspiradas em seus filmes. Enquanto isso, a discussão segue aberta: até onde a IA pode ir na recriação de estéticas artísticas? Assim, como garantir que a tecnologia respeite os direitos e o legado de artistas humanos?