Isenção do IR e novo salário mínimo entram em vigor em 2026
A partir de janeiro de 2026, passam a valer duas grandes conquistas dos brasileiros: a isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000 por mês e o reajuste do salário mínimo de R$ 1.518 para R$ 1.621 (6,79%).
Juntas, essas duas ações apresentadas pelo Governo do Brasil em 2025 injetarão R$ 109 bilhões na economia do País. Além disso, provocarão efeitos diretos e duradouros. De um lado, haverá um aumento de renda efetivo no bolso de cerca de 80 milhões de brasileiros. Por outro lado, a roda da economia será turbinada, com movimentos no comércio, na indústria e na arrecadação do País. Assim, esses recursos voltarão para a população na forma de políticas públicas e serviços. Desse modo, o ciclo econômico se fortalecerá continuamente.
Isenção do IR
Até o final do ano, a isenção total do imposto de renda era para salários até R$ 3.036. Assim, uma pessoa que recebe salário de R$ 5.000 por mês verá pela última vez no holerite de dezembro, a ser pago por esses dias, o salário líquido de R$ 4.155 (descontada a contribuição previdenciária e o IR retido na fonte de R$ 335).
Quando o salário de janeiro chegar, adeus IR. Daqui a um mês, esse desconto deixará de existir, e esse trabalhador passará a ter um ganho real mensal de mais de R$ 300. Em um ano, o aumento na renda será de quase R$ 4.000.
Esse dinheiro a mais no bolso afetará diretamente 10 milhões de brasileiros. Além disso, outros 6 milhões de pessoas que recebem entre R$ 5.000 e R$ 7.350 por mês também serão beneficiadas com alguma redução do imposto retido na fonte.
Ao comemorar a aprovação dessa medida pelo Congresso Nacional, o presidente Lula afirmou que ela terá um impacto de R$ 28 bilhões na economia brasileira ao longo do ano.
“Um estímulo extraordinário para o comércio, a indústria, o setor de serviços, o empreendedorismo. Que vai gerar mais empregos, mais oportunidades e mais renda. O país inteiro será beneficiado”, disse Lula, em pronunciamento.
Valorização do salário mínimo
O Governo criou, em 2007, a política de valorização do salário mínimo, que combina correção monetária pela inflação oficial com aumento real baseado no crescimento do PIB. Mas não surtiu efeitos nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro (2016-2022). Retomada em 2023, já proporciona aumento real, acima da inflação, de 14,8% em quatro anos.
Sem essa política de valorização, o salário mínimo valeria agora R$ 823. Assim, o poder de compra estaria muito menor. “Esse crescimento injeta na economia cerca de R$ 7 bilhões por mês. Além disso, ajuda a gerar emprego e faz a economia funcionar bem”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 beneficia diretamente mais de 34 milhões de trabalhadores. Do mesmo modo, impacta aposentados, pensionistas, pessoas com deficiência e beneficiários do seguro-desemprego, entre outros grupos sociais. Considerando todos esses públicos, o impacto alcança a vida de 62 milhões de brasileiros. Além disso, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na economia do País este ano.
Fonte: agênciagov


