Jared Kushner vai a Israel
O enviado do presidente americano Donald Trump e genro do mandatário, Jared Kushner, viajará na próxima semana a Israel na tentativa de aproximar posições sobre um plano para Gaza rejeitado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, informaram fontes oficiais nesta sexta-feira (14).
Kushner e Nickolay Mladenov, alto representante para Gaza do Conselho de Paz de Trump e responsável pela implementação do acordo, visitarão Israel e o Egito, um dos principais mediadores.
A viagem ocorre depois que Netanyahu rejeitou publicamente um plano de 15 pontos anunciado por Mladenov. Ademais, nele o Hamas aceita entregar suas armas a um novo comitê de governo palestino em Gaza.
Por conseguinte, um funcionário do Conselho de Paz afirmou que Kushner e Mladenov esperam manter conversas construtivas. Além disso, o objetivo é avançar no plano de paz de Trump.
Por outro lado, tal plano iniciou-se com a declaração de um cessar-fogo em outubro de 2025. Assim, essa medida reduziu, mas não encerrou, os ataques israelenses em Gaza.
“Estados Unidos e Israel concordam com o objetivo final: um Hamas desmilitarizado”, afirmou o funcionário, sob condição de anonimato.
“Vamos ouvir as preocupações levantadas e falar sobre os próximos passos. O fundamental é que ambos concordamos com o resultado que queremos alcançar e estamos buscando formas de acelerar os avanços”, acrescentou.
A última parte do plano para Gaza, aceita pelo Hamas no fim de julho, previa uma retirada progressiva das forças israelenses de boa parte da Faixa de Gaza, segundo uma versão inicial publicada pelo Conselho de Paz.
Posteriormente, Mladenov recuou e afirmou que Israel não precisaria retirar suas tropas até que o Hamas estivesse completamente desarmado.
Netanyahu prometeu que não haverá retirada e manifestou ceticismo sobre a possibilidade de o Hamas se desarmar, afirmando que o grupo deve destruir suas armas de forma verificável.
Diplomacia enfrenta desafios
A diplomacia internacional enfrenta desafios complexos na busca por estabilidade duradoura no Oriente Médio. Ademais, acordos de paz exigem concessões mútuas e diálogo contínuo entre todas as partes envolvidas.
Por conseguinte, a atuação de mediadores externos pode influenciar os rumos políticos da região. Além disso, a segurança das populações locais continua sendo a prioridade máxima em qualquer negociação.
Por outro lado, soluções definitivas demandam paciência estratégica e vontade política dos líderes governamentais. Portanto, o desfecho desse impasse moldará o futuro geopolítico e humanitário de Gaza.
Fonte: Uol




