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Lula desembarcou na França para participar da Cúpula do G7. Reunião vai até 17 de junho e contará com a presença de Donald Trump Foto: Reprodução

Lula chega à França para participar de Cúpula do G7

Lula desembarcou na França para participar da Cúpula do G7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Évian-les-Bains, na França, para participar da Cúpula do G7 que começa nesta segunda-feira (15).

Ele está entre os diversos líderes que não fazem parte do grupo, mas foram convidados pela França, país anfitrião, para participar das discussões.

A reunião vai até 17 de junho e contará com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Não há previsão de uma bilateral entre os líderes. O Palácio do Planalto decidiu não pedir um novo encontro, sob o argumento de que não há motivação para tal, visto o recente encontro entre Lula e Trump na Casa Branca.

Os líderes do G7, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, principais economias desenvolvidas do mundo, discutirão as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, os desequilíbrios econômicos globais e o fornecimento de minerais críticos fora da China, atualmente principal fornecedora desses recursos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, convidou Lula, juntamente com os líderes da Índia, do Quênia e da Coreia do Sul, para participar da cúpula e planeja realizar uma sessão de trabalho com eles sobre “forjar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional” durante o encontro.

Em seus discursos na cúpula, Lula deve criticar medidas “unilaterais” e “protecionistas” sem citar o tarifaço dos Estados Unidos, segundo fontes no Palácio do Planalto.

Com Trump presente, o petista não fará menções explícitas às tarifas, mas dará recados, garantem diplomatas brasileiros. A avaliação é de que não cabem, em uma cúpula multilateral, críticas direcionadas como as que o petista aborda em discursos no Brasil.

Compromissos na Cúpula

No G7, Lula retomará a ideia central de seus discursos em cúpulas anteriores. De fato, o presidente defendeu essa linha de pensamento no G20 e nos Brics. Nesse sentido, ele argumenta que os países emergentes precisam urgentemente de mais espaço nos debates globais.

Inclusive, o Brasil vai participar ativamente de sessões abertas aos convidados especiais. Por exemplo, na terça-feira (16), a discussão principal será sobre parcerias internacionais. Por sua vez, na quarta-feira (17), o tema central será o crescimento econômico equilibrado. Além disso, nesse mesmo dia, haverá um almoço dedicado exclusivamente a discutir a atuação do setor. Portanto, os líderes debaterão a responsabilização das big techs.

Também estão previstas reuniões bilaterais. Até o momento, estão confirmados encontros entre Lula e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da França, Emmanuel Macron, que é o anfitrião do evento.

Bilateral com o Japão

Na reunião com Sanae Takaichi, Lula tratará da negociação de um acordo de livre comércio entre Mercosul e o país asiático.

Auxiliares do presidente indicam que as conversas sobre o Mercosul-Japão vêm avançando e que as negociações podem ser lançadas durante o G7 ou na cúpula dos países sul-americanos, marcada para o final do mês no Paraguai.

Lançar a negociação significa, na prática, estabelecer as bases da barganha entre os lados e anunciar o início das negociações. O encontro entre Lula e Sanae Takaichi é considerado estratégico para que isso possa acontecer.

O Palácio do Planalto avalia que o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem incentivado países a buscarem parceiros alternativos e impulsionado as negociações deste tipo. O Mercosul vive hoje o momento mais pujante de sua história quando o assunto é acordos de livre comércio.

Fonte: CNN