Estado esclareceu que o Estado já informou não ter condições de conceder uma Revisão Geral Anual (RGA) superior a 4,26%
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), afirmou ser “legítima” a cobrança dos servidores, que reivindicam um reajuste da RGA de 19,52%, referente às perdas acumuladas entre 2017 e 2025. Entretanto, esclareceu que o Estado já informou não ter condições de conceder uma Revisão Geral Anual (RGA) superior a 4,26%, conforme o índice do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O projeto, portanto, deve ser votado na sessão desta quarta-feira (14), na Casa de Leis. “Eu acho que toda cobrança é legítima, a gente tem que atender, escutar e ver como é que pode estar trabalhando”, disse.
Max não descartou a possibilidade de parcelar a reposição de 19,52% pedida pelos servidores, conforme sugestão do colega Eduardo Botelho.
“Se tem trabalhado esse percentual, lógico que, de uma vez, o Estado não tem condição, mas o debate está aberto. É o momento de esse debate acontecer, e vamos estar discutindo, trabalhando e vendo como a gente pode votar, na sessão de amanhã, esse encaminhamento. O Executivo quer atender os nossos servidores para que eles tenham a reposição ainda neste mês”, destacou.
Com relação aos servidores do Estado, caso o projeto de lei do governo seja aprovado pela Assembleia, a revisão será incorporada ao próximo salário, que será pago no dia 30.
Impacto aos cofres públicos
A RGA de 4,26% para os servidores públicos de Mato Grosso pode gerar um impacto de R$ 1.041.041.885,23 aos cofres públicos em 2026. O percentual da RGA segue o IPCA.
Esse valor considera o reajuste nos salários dos servidores do Executivo, Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público do Estado e Defensoria Pública.
O impacto mensal estimado na folha de pagamento de todos os Poderes é de aproximadamente R$ 80 milhões.




