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MEC prorrogou o prazo de adesão à Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI). Demanda é crescente nas escolas Foto: Reprodução

Estudo mapeia práticas de inclusão para alunos neurodivergentes

MEC prorrogou o prazo de adesão à PNEEI

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o prazo para que estados e municípios façam a adesão à Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI). A medida ocorre em meio a uma demanda crescente nas escolas brasileiras. Segundo o Censo Escolar 2023, o país contabiliza 1,77 milhão de matrículas na educação especial, sendo que 95% desses alunos frequentam o ensino regular.

Esses índices ganham ainda mais peso quando cruzados com outros dados nacionais. O Censo Demográfico de 2022 identificou 2,4 milhões de brasileiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Além disso, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas estima que 7,6% das crianças e dos adolescentes no Brasil convivem com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Atendimento educacional especializado passou a ser uma exigência técnica

Com uma parcela tão expressiva de estudantes nas redes de ensino, o atendimento educacional especializado passou a ser uma exigência técnica e legal. Para garantir que o processo vá além da matrícula formal, especialistas têm buscado intervenções embasadas em evidências.

A Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento publicou um desses levantamentos em abril de 2026. A psicopedagoga Damares Gois conduziu esse estudo acadêmico.

Ademais, ele revisou dados de 2010 a 2025. O objetivo, portanto, era listar práticas pedagógicas eficazes para o público neurodivergente inserido em turmas comuns.

A autora da pesquisa aponta que a efetividade do ensino está ligada a adaptações metodológicas constantes. Além disso, depende da aplicação criteriosa do Plano Educacional Individualizado (PEI).

“O maior desafio é entender que cada criança é única”. Segundo Damares Gois, “a inclusão verdadeira é uma construção diária que envolve a família e a comunidade”. Ela atua, desde 2011, estruturando métodos voltados para a educação infantil e o ensino fundamental.

Escolas precisam superar a teoria

Atualmente morando em Orlando, nos Estados Unidos, onde trabalha como voluntária no suporte a famílias de imigrantes, a psicopedagoga defende que as escolas precisam superar a teoria. Na prática, seu artigo orienta o uso de estratégias de autorregulação e intervenções comportamentais no caso de estudantes com TDAH. Para os alunos com TEA, especialistas indicam a adoção de 28 práticas que o National Clearinghouse on Autism Evidence and Practice já validou.

A pesquisa ganhou destaque ao ser veiculada em um periódico com classificação Qualis B1, além de ser indexada em bases prestigiadas, como o Harvard Dataverse. “Ter um estudo publicado na Revista Núcleo do Conhecimento é um grande reconhecimento”. A revista, aliás, promove rigorosa revisão por pares e às cegas. Além disso, o conteúdo alcança bases de buscas internacionais. Quem afirma isso é Damares Gois. Ela se dedica, há mais de uma década, à educação inclusiva. Ademais, foi homenageada como Professora Destaque nos anos de 2020 e 2026.

Fonte: R7