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Meta lança Muse Wonder e o Muse Wonder Full, seus novos modelos de inteligência artificial para disputar com a OpenAI e Anthropic Imagem: Reprodução

Meta lança o Muse Wonder, sua IA mais avançada até agora

Meta lança Muse Wonder, novo modelo de IA

A Meta lança o Muse Wonder e o Muse Wonder Full, seus novos modelos de inteligência artificial voltados para agentes pessoais e profissionais. Segundo a companhia, os sistemas são os mais poderosos que já criou e reforçam a disputa com modelos de ponta das rivais OpenAI e Anthropic.

Os modelos foram treinados para executar tarefas que demandam várias etapas, como analisar contratos, desenvolver aplicativos e utilizar navegadores ou outros programas.

O que o Muse Wonder pode fazer?

Uma das principais novidades é o recurso Active Memory, que permite ao modelo guardar informações importantes entre diferentes conversas e recuperá-las em novas tarefas. Já o Active Focus foi desenvolvido para manter o agente trabalhando mesmo diante de dificuldades.

Segundo a Meta, o modelo pode tentar métodos alternativos ao encontrar obstáculos, adaptar o plano conforme surgem novas informações e pedir ajuda ao usuário quando necessário. Antes de executar ações consideradas importantes, ele também pede confirmação.

A novidade combina essas funções com a capacidade de operar computadores. Nesse sentido, em demonstrações, a Meta mostra o Muse Wonder usando um navegador e outros aplicativos. Consequentemente, o recurso permite criar e encomendar produtos a partir de fotos de um perfil no Instagram. Além disso, o modelo também foi treinado para programação. Desta forma, a ferramenta pode dividir um projeto entre subagentes, realizar alterações em vários arquivos e continuar trabalhando mesmo quando encontra erros.

Esses recursos ampliam as funções do Muse, que já conseguia navegar em sites e preencher formulários sozinho. Por sua vez, esse nível de autonomia já gerou conflitos. Afinal, a Amazon bloqueou recentemente o serviço em sua loja após acusá-lo de não se identificar adequadamente.

Por fim, o Muse Wonder já está disponível para desenvolvedores por US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de tokens de saída. Já o Muse Wonder Full, versão mais avançada, fica restrito aos planos pagos do Muse Code. Desta maneira, essa opção não possui cobrança individual por tokens.

IA compete com os modelos mais avançados

A big tech afirma que Muse Wonder e Wonder Full atingem desempenho de ponta em avaliações envolvendo programação, memória e agentes profissionais. A companhia destaca tarefas longas de desenvolvimento de software e atividades envolvendo áreas como finanças, saúde e direito, mas os resultados precisam ser vistos com cautela, já que parte das comparações foi realizada ou selecionada pela própria Meta.

Em testes independentes da Artificial Analysis, o Muse Wonder marcou 52 pontos no Intelligence Index, um índice que reúne avaliações de raciocínio, programação e outras capacidades, resumindo o desempenho em uma pontuação. O Muse Wonder Full chegou a 56 pontos. Ambos superaram o Muse Spark 1.3, com 48, mas ficaram abaixo do Claude Opus 5.5, com 58.

Quando o Muse chega ao Brasil?

A Meta afirma que o Muse Wonder chegará “em breve” ao aplicativo Muse, inicialmente para assinantes. O serviço continua limitado principalmente aos Estados Unidos e Canadá, sem previsão de lançamento no Brasil.

Fonte: Tecnoblog