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Navios russos seguem para Cuba mesmo após proibição dos EUA. Barcos carregados com petróleo e derivados deixaram de chegar há meses Foto: Agência Petrobras

Navios russos desafiam proibição dos EUA e seguem para Cuba

Navios russos seguem para Cuba

Navios russos seguem para Cuba mesmo após proibição dos EUA. Cuba enfrenta uma grave crise energética e econômica após uma série de medidas dos Estados Unidos que praticamente interromperam o fornecimento de petróleo estrangeiro ao país. A ilha caribenha depende fortemente da importação de combustíveis, mas barcos carregados com petróleo e derivados deixaram de chegar há meses por causa das sanções e da pressão de Washington para isolar economicamente o governo cubano.

Apesar desse cenário, navios russos com combustíveis estão seguindo rumo a Cuba, desafiando o que muitos chamam de bloqueio americano. Um petroleiro russo chamado Anatoly Kolodkin, transportando cerca de 730 mil barris de petróleo bruto, está a caminho da ilha e deve atracar em cerca de 10 dias — o que seria a primeira importação de petróleo ao país em aproximadamente três meses. Outro navio, identificado como Sea Horse e com bandeira de Hong Kong, carrega cerca de 200 mil barris de diesel, também rumando ao destino caribenho.

Crise intensificada

A crise foi intensificada depois que os Estados Unidos reduziram o fornecimento de petróleo venezuelano a Cuba. Isso ocorreu pela pressão de Washington sobre Caracas, pois tentavam impedir outros países de substituir a Venezuela como fornecedor energético da ilha. Assim, o impacto da falta de combustível é profundo.

Apagões frequentes afetam a população cubana, além de racionamento de energia e interrupções em serviços básicos. Portanto, restrições nos transportes também prejudicam a vida cotidiana. Além disso, o governo dos EUA publicou regras.

Elas proíbem Cuba de receber petróleo russo sob licenças do Tesouro americano. Isso faz parte da tentativa de controlar o fluxo global de energia, pois querem manter pressão sobre Havana. Em meio à crise energética, as autoridades cubanas afirmaram que estão negociando com os Estados Unidos para aliviar o bloqueio. Assim, evitam um colapso maior, embora não haja divulgação dos detalhes.

Fonte: Times Brasil