Pesquisadores apontam que a intensidade do luto está diretamente ligada à função que o pet exercia na rotina e estrutura emocional do dono
A perda de um animal de estimação (pet) é, para muitos, a primeira experiência significativa com a morte. No entanto, o sofrimento que a acompanha frequentemente enfrenta uma barreira social: o julgamento de que “era apenas um animal”. Contrariando essa percepção, pesquisadores apontam que a intensidade do luto está diretamente ligada à função que o pet exercia na rotina e na estrutura emocional do dono.
Impacto psicológico: estudos mostram que o luto por animais pode desencadear quadros de depressão e ansiedade caso não tenha validação.
Neurobiologia: a ciência explica que a convivência diária e o amor incondicional criam laços neuroquímicos similares aos de pais e filhos.
Reconhecimento necessário: especialistas defendem que empresas e instituições passem a oferecer suporte emocional e folgas para funcionários que enfrentam essa perda.
Luto desautorizado: o termo refere-se ao sofrimento não amplamente reconhecido pela sociedade, o que pode dificultar a recuperação emocional do indivíduo.
De acordo com estudos conduzidos no Reino Unido e nos Estados Unidos, a morte de um animal doméstico interrompe um fluxo de companheirismo incondicional, o que pode gerar um vazio existencial profundo. Para o cérebro humano, a perda de uma fonte de suporte emocional contínuo é processada como um trauma severo.
Especialistas em saúde mental alertam para a importância de não reprimir esse sentimento. A validação do luto é o primeiro passo para evitar complicações psicológicas. Em um cenário onde as configurações familiares mudaram e os animais ocupam lugares centrais nos lares brasileiros, entender essa dor não é apenas uma questão de empatia, mas de saúde pública.
Fonte: istoé



