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Petróleo despencou após suspensão dos ataques dos EUA ao Irã. A queda dos preços impulsionou a alta das Bolsas na Ásia e na Europa Foto: Pexels

Petróleo despenca com trégua nos ataques entre EUA e Irã

Petróleo despencou após suspensão dos ataques dos EUA ao Irã

petróleo despencou depois que os EUA interromperam quase duas semanas de ataques diários contra o Irã e petroleiros seguiram para carregar petróleo em um terminal de exportação do Cazaquistão que havia sofrido recentes interrupções, reduzindo as pressões sobre a oferta em um mercado que vinha sendo afetado por múltiplos fatores.

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A forte queda dos preços do petróleo impulsionou a alta das Bolsas na Ásia e na Europa. Ouro subiu à medida que pausa nos combates no Oriente Médio reduziu o risco de inflação.

O petróleo Brent, referência internacional, chegou a cair mais de 9% em Londres, recuando para abaixo de US$ 88 por barril, poucos dias após superar a marca de US$ 100. No entanto, por volta de 7h40 (hora de Brasília), era negociado a US$ 89,16, com queda de 7,87%.Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, também registrou queda, sendo negociado a US$ 83,14 (-6,91%).

Mesmo com a forte queda desta segunda-feira, os contratos futuros do petróleo ainda acumulam alta de cerca de 20% no mês, à medida que os houthis apoiados pelo Irã continuam ameaçando as exportações sauditas pelo Mar Vermelho — uma rota que se tornou essencial desde que a guerra comprometeu o fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz.

O conflito, que entra em seu quinto mês, intensificou os temores de um choque inflacionário, diante da redução dos estoques e da disparada dos preços dos combustíveis.

Confira a seguir o desempenho das Bolsas no mundo:

Na Ásia:

  • Japão: +0,50% (fechamento)
  • Hong Kong: + 0,98% (fechamento)
  • Shenzhen: +1,15% (fechamento)

Na Europa:

  • Londres: + 0,62%
  • Paris: + 1,00%
  • Frankfurt: + 1,69%

Nos EUA:

  • Futuro do S&P: + 0,86%
  • Futuro do Nasdaq: + 1,34%
  • Futuro do Dow Jones: + 1,11%

Ao mesmo tempo, navios se preparam para carregar petróleo no terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (Caspian Pipeline Consortium), localizado na costa russa do Mar Negro, principal ponto de exportação do petróleo do Cazaquistão. Nos últimos dias, embarcações na região vinham sendo alvo de drones ucranianos, tornando os armadores mais relutantes em atracar no local e comprometendo um importante canal de abastecimento para compradores europeus.

— A interrupção dos ataques e os relatos de avanços nas negociações aumentaram as expectativas de que um caminho para a redução das tensões esteja voltando a surgir, o que pode levar à recuperação dos fluxos de abastecimento — afirmou Saul Kavonic, analista sênior de energia da MST Marquee.

No entanto, ele alertou que “há um risco elevado de que qualquer cessar-fogo se revele apenas temporário”.

Antes da suspensão das ações militares dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump havia elevado o tom ao sugerir a possibilidade de intensificar a ofensiva, dando continuidade a uma série de ameaças de escalada do conflito. Na semana passada, Trump disse ao site Axios que estava considerando realizar um “ataque em larga escala”.

Questionado no fim de semana pelo programa Meet the Press, da NBC, sobre se o presidente americano havia desistido de intensificar a ofensiva, o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, respondeu que Trump estava “dando espaço para que as negociações avancem”.