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Nathália, da WGSN, apresentando as tendências de comportamento dos consumidores no ProXXIma 2026 (Crédito: Máquina da Foto)

Quais serão os 4 comportamentos dos consumidores em 2028?

Saiba como será o comportamento do consumidor em 2028

O comportamento do consumidor em 2028 já pode ser mapeado. A consultoria e empresa de tendências WGSN já havia apresentado, em janeiro deste ano, durante a Retail’s Big Show – o principal evento de varejo do mundo, que acontece na cidade de Nova York, nos Estados Unidos – o conceito de “ano-delta”, como a empresa classificou, em seus estudos e projeções, o ano de 2028.

O termo exemplifica como o período deve convergir diferentes crenças, polarizações, ideias e comportamentos sob um mesmo fluxo, alterando, portanto, a maneira como as pessoas agem, interagem e, também, consomem.

Esse conceito foi apresentado novamente pela WGSN, desta vez no palco do Proxxima 2026. Nathália Bassetti, regional sales director da empresa, apresentou como essa confluência de diferentes perspectivas e pontos de vista afetará o sentimento dos consumidores no Brasil.

Natalia detalhou que o conceito essencial para empresas e profissionais, em 2028, é o emotioneering. Basicamente, trata-se da capacidade de projetar produtos para provocar emoções específicas.

Atualmente, o público é submetido a milhares de estímulos mentais e visuais. Consequentemente, os consumidores tendem a se tornar ainda mais criteriosos. Além disso, eles costumam transpor as emoções das dificuldades cotidianas para sua relação com as marcas.

Por fim, a WGSN elaborou um guia para orientar o trabalho de quem deseja impactar o público. Portanto, a lista aponta quatro comportamentos que devem sobressair em 2028.

Irreverência

O primeiro tópico destacado por Nathália em sua apresentação é a irreverência. Sobrecarregado pelos problemas cotidianos, o consumidor busca alternativas para relaxar. Além disso, precisa estar atento às múltiplas tarefas diárias. Por isso, tende a recorrer à sagacidade e ao humor como forma de alívio.

Nesse contexto, a porta-voz da WGSN fez uma comparação com a cultura dos memes. É importante notar que esse hábito já é muito familiar aos brasileiros. Destaca-se, portanto, que a irreverência e a graça genuínas tendem a ganhar ainda mais espaço.

“Para os profissionais de marketing, surge uma oportunidade clara. Eles podem usar a sátira e a ironia para criar influência cultural. Consequentemente, conseguem construir comunidades baseadas, muitas vezes, no descontentamento em comum. A irreverência não é uma forma de zombar, mas sim de criar laços”, explicou.

Natalia destacou, contudo, que ser irreverente passa amplamente por ser verdadeiro e original, já que os consumidores, sobretudo os da geração Z, tendem a rejeitar fortemente as marcas que fazem graça ou piada de maneira “forçada”.

Quietude

Ao mesmo tempo em que querem fazer graça de muitas situações cotidianas, as pessoas também estão ansiando por silêncio e calmaria. A busca pela quietude aparece como uma forma de tentar reduzir o esgotamento mental, causado pelo excesso de informações e estímulos.

Com milhares de pequenas decisões diárias a tomar, as pessoas se sentem estafadas. Por isso, cresce o interesse por atividades e soluções que ofereçam algum tipo de experiência fora de telas ou algo que propicie um tipo de alívio diante de um tsunami de interações.

“Para as empresas, fica mais evidente a oportunidade de ajudar a aliviar a fadiga decisória através de curadoria e informação. As seleções de conteúdo e de produtos podem ajudar a aliviar o estresse”, colocou.

Engajamento Consciente

Nesse tópico, Nathália destacou que a oportunidade para as marcas estará na criação focada na seletividade. “A medida em que a confiança e a atenção se tornam escassas, as pessoas engajarão com as coisas de forma mais seletiva e consciente. Aquilo que for genuinamente benéfico conquistará a confiança dos consumidores”, colocou.

De acordo com a WGSN, os baixos índices de confiança das pessoas nas marcas demandam um esforço maior para conseguir provocar o consumidor de forma mais aprofundada. Conhecer melhor o público passa a ser ainda mais importante, assim como a capacidade de adaptar produtos, serviços e ideias a diferentes públicos e gostos.

Alegria Rebelde

Similar à irreverência, a chamada “Alegria Rebelde”, proposta como tendência à WGSN, pode ser explicada como uma espécie de recusa a aceitar, de forma passiva, os problemas e intercorrências do dia a dia sem qualquer reação.

Natália explicou que esse conceito se difere da positividade tóxica pelo fato de a “Alegria Rebelde” ser uma escolha consciente de buscar momentos de alegrias que sejam capazes de aplicar a luta diária.

“Essa busca por pequenas alegrias funciona quase que como um antídoto para o mundo, que está super caótico e deixa as pessoas em uma constante pressão por fazer tudo e entregar tudo. Mas, se não há esperança ou sonhos, nada poderá levar as pessoas adiante”, declarou.

Nesse contexto, as marcas e empresas tem a oportunidade de reconhecer a dor e dificuldade dos consumidores em seu storytelling, criando espaços de conexão e organizando encontros e comunidades em torno de paixões e situações compartilhadas.

Fonte: Meio&Mensagem