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Tarifaço imposto pelos Estados Unidos deve atingir cerca de 6% das exportações de Mato Grosso destinadas ao mercado norte-americano - Foto: Pedro Ivo/Fiemt

Tarifaço dos EUA deve afetar apenas 6% das exportações de Mato Grosso

Rangel explicou que produtos como a gelatina estão entre os mais afetados pelas novas tarifas

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, afirmou nesta quarta-feira, 29 de julho, que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos deve atingir cerca de 6% das exportações mato-grossenses destinadas ao mercado norte-americano. Apesar do impacto, ele avaliou que os efeitos serão limitados e concentrados em setores específicos.

Durante participação no evento LIDE, Rangel explicou que produtos como a gelatina estão entre os mais afetados pelas novas tarifas. Assim, ressaltou que o percentual representa uma pequena parcela do volume total exportado pelo Estado.

“A gente tem um dado que vai afetar mais ou menos em torno de 6% as exportações que vão para os Estados Unidos. Em alguns setores específicos, como gelatina, por exemplo, alguns outros, mas é pouco se você pensar no montante”, afirmou.

Segundo o presidente da Fiemt, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) atua junto ao governo federal. Ou seja, para buscar mecanismos que reduzam os impactos sobre as empresas atingidas pelas medidas norte-americanas.

“E a gente está tentando, pela CNI também, fazer um trabalho de algum subsídio para que essas empresas afetadas tenham menor impacto. Então, esse trabalho está sendo feito junto ao governo federal e devem sair decretos ao longo dos próximos dias”, disse.

Rangel também destacou que o setor madeireiro de Mato Grosso escapou dos principais efeitos do tarifaço após negociações que retiraram alguns produtos da lista de sobretaxas.

“Então, o setor de madeira de Mato Grosso, não sofreu impactado dessa vez. A gente conseguiu tirar alguns produtos. Ele está impactando o setor de madeira do Paraná, por exemplo. Porque tem outros produtos impactados, mas para nós, felizmente, não foi tão impactado aqui no Mato Grosso”, concluiu.

Fonte: estadãomt