Conforme a agência estatal Xinhua, Xi chegou à capital norte-coreana, marcando a retomada dos laços bilaterais entre Pequim e Pyongyang
O presidente chinês Xi Jinping pousou em Pyongyang nesta segunda-feira (08/06) para iniciar uma visita de Estado de dois dias à Coreia do Norte. Ou seja, a primeira de um chefe de Estado chinês ao país asiático desde 2019.
Conforme a agência estatal Xinhua, Xi chegou à capital norte-coreana, marcando a retomada dos laços bilaterais entre Pequim e Pyongyang.
A viagem é vista como um esforço estratégico da China para reafirmar sua influência sobre a Coreia do Norte. Onde, cujo relacionamento passou por altos e baixos na última década devido aos testes nucleares norte-coreanos e à aproximação de Pyongyang com a Rússia.
Embora a China continue sendo o principal parceiro comercial de Pyongyang, o líder norte-coreano Kim Jong-un diversificou suas alianças. Especialmente na defesa e no comércio com Moscou.
Benoit Hardy-Chartrand, pesquisador sênior do Instituto de Estudos Asiáticos Contemporâneos, observou que o objetivo de Xi é “garantir que a China mantenha sua influência sobre a Coreia do Norte, que tem fortalecido seus laços com a Rússia nos últimos anos.”
Xi Jingping anunciou no Rodong Sinmun, o jornal oficial da RPDC, que a visita é uma oportunidade para ambos os países. Assim, enfatiza que a China está pronta para trabalhar com a RPDC para melhorar as relações a partir de uma visão estratégica.
Esforços bilaterais
O presidente chinês aponta o 65º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua China-RPDC, como um momento para fortalecer os intercâmbios em todos os níveis e aumentar os esforços bilaterais.
A visita ocorre após meses de escalada diplomática, incluindo viagens de altos funcionários chineses a Pyongyang e vice-versa. No artigo, Xi defendeu a continuidade da aliança e defendeu o fortalecimento da coordenação diante do “hegemonismo” e da “política de força”, sem mencionar explicitamente os Estados Unidos.
O encontro entre os líderes chinês e da Coréia do Norte ocorre após a cúpula entre Xi e o presidente dos EUA, Donald Trump, em maio. Aliás, onde afirmou ter concordado com um “objetivo compartilhado” de desnuclearizar a península coreana.
Especialistas dizem que Trump dificilmente conseguirá retomar o diálogo com Kim Jong-un, cuja necessidade de diplomacia com Washington diminuiu graças ao apoio de Pequim e Moscou.
Como principal fornecedor de alimentos e energia, a China desempenha um papel crucial na economia norte-coreana. Embora condicionada por sanções internacionais. Essa visita busca consolidar o eixo Pequim-Pyongyang-Moscou diante da pressão ocidental no Leste Asiático.
Fonte: operamundi




