A missão, batizada de VA268, representa o sétimo voo do Ariane 6 e o segundo de sua variante mais robusta, chamada 64
A disputa pelo controle da internet vinda do espaço ganhou um novo capítulo na madrugada desta quinta-feira (30). O foguete Ariane 6, o mais potente já construído no continente europeu, deixou a plataforma do Centro Espacial Europeu em Kourou, na Guiana Francesa, carregando 32 satélites da constelação Amazon Leo, da gigante do varejo online.
O horário de decolagem foi 5h57 no fuso local (4h57 de Brasília). A missão, batizada de VA268, representa o sétimo voo do Ariane 6 e o segundo de sua variante mais robusta, chamada 64 — assim identificada por usar quatro foguetes auxiliares de combustível sólido.
A concorrente da Starlink
O Amazon Leo é a aposta da Amazon para competir com a Starlink, de Elon Musk. A diferença de escala, porém, ainda é enorme. Enquanto a constelação de Musk já ultrapassou a marca de 10 mil satélites em órbita, o projeto da empresa de Jeff Bezos prevê um total de 3.200 equipamentos.
Para atingir essa meta, a Amazon contratou mais de 80 lançamentos ao todo, espalhados entre diferentes fornecedores: o próprio Ariane 6, o Falcon 9 da SpaceX (a mesma concorrente), e os foguetes Atlas V e Vulcan Centaur da United Launch Alliance.
Até agora, apenas dez dessas missões foram concluídas. O último lançamento havia ocorrido na segunda-feira (27), quando um Atlas V colocou em órbita 29 satélites da mesma constelação.
Uma missão rápida e uma longa estrada pela frente
O voo do Ariane 6 foi desenhado para ser curto: da decolagem até a liberação do último dos 32 satélites, foram menos de duas horas. Os equipamentos, portanto, viajam protegidos por uma carenagem de 20 metros de comprimento.



