MT enfrenta uma sequência de atrasos que já impacta diretamente a economia regional e o planejamento logístico do setor produtivo
Considerada uma das principais obras estruturantes de Mato Grosso, a ferrovia estadual que pretende ligar o sul do estado à região central, chegando até Lucas do Rio Verde – MT, enfrenta uma sequência de atrasos que já impacta diretamente a economia regional e o planejamento logístico do setor produtivo.
Sob responsabilidade da Rumo S.A., a execução do trecho entre Rondonópolis e o terminal de Dom Aquino, às margens da BR-070, não deve mais cumprir o cronograma inicialmente previsto para o segundo semestre de 2026. A frustração do prazo compromete uma das principais expectativas em torno do projeto: ou seja, a redução significativa no custo do frete.
Sem a conclusão desse trecho, o escoamento da produção — especialmente da soja — continuará concentrado em Rondonópolis. Assim, mantém elevados os custos logísticos e impede que municípios próximos ao novo terminal se beneficiem com aumento de arrecadação e dinamização econômica. A consequência direta é a perda de competitividade e oportunidades para diversas cidades da região.
Outro fator que agrava o cenário é a paralisação dos investimentos nos trechos seguintes da ferrovia. O cronograma original previa o início dessas etapas já em janeiro de 2026. Porém, até agora, não houve avanço na contratação de empresas para dar continuidade às obras. Portanto, amplia as incertezas sobre o futuro do empreendimento.
Atrasos de pagamentos a fornecedores locais
Além dos entraves operacionais, empresas responsáveis pela execução dos serviços enfrentam dificuldades financeiras. Sendo assim, tem refletido em atrasos de pagamentos a fornecedores locais. Em Rondonópolis e municípios vizinhos, empresários relatam falta de respostas por parte da concessionária. Ou seja, aumentando o clima de insegurança e afetando toda a cadeia produtiva ligada à obra.
O impacto desse cenário preocupa produtores rurais e lideranças do setor, especialmente diante da proximidade de novas safras. A ausência da ferrovia em pleno funcionamento eleva os riscos logísticos em períodos críticos, pressiona os custos e compromete a competitividade de Mato Grosso no mercado nacional e internacional.
Diante desse contexto, cresce a cobrança para que o Governo do Estado intensifique a fiscalização, exija maior transparência da concessionária e atue de forma mais incisiva para garantir a continuidade dos investimentos. A conclusão da ferrovia é vista como fundamental para impulsionar o desenvolvimento regional, gerar empregos e consolidar um modelo logístico mais eficiente e sustentável para Mato Grosso.
Fonte: parlamentonews



