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Brasil tem o pior saldo de empregos desde 2020. Os dados são do Caged, divulgados nesta sexta-feira (28) pelo MTE Foto: Ag. Brasil

Brasil cria 58,5 mil empregos em julho, pior resultado do mês desde 2020

Brasil tem o pior saldo de empregos desde 2020

O Brasil criou 58.568 empregos em julho deste ano, pior saldo desde o inicio da série histórica, em 2020. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (28) pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Os números que marcam o pior saldo levam em consideração apenas os dados do Novo Caged. Segundo o MTE, o saldo é resultado de 2.262.888 milhões de admissões e 2.204.320 milhões de desligamentos.

Este também é o menor número mensal registrado durante todo este ano. Além disso, representa o pior saldo desde dezembro de 2025. Nesse período, o país perdeu 634.374 postos de trabalho.

Portanto, o resultado final veio bastante abaixo das expectativas do mercado financeiro. Consequentemente, segundo pesquisa da Reuters, a previsão inicial era de um saldo positivo de 112 mil postos.

O resultado demostra uma nova queda na geração de emprego, após uma recuperação no mês de junho, ficando em patamar abaixo dos meses de abril e maio que eram até então os piores resultados do ano.

Nos primeiros sete meses de 2026, o Brasil criou 972.203 vagas, resultado superado apenas pelos primeiros sete meses de 2020, quando o país registrou a perda de 1,39 milhão de postos de emprego.

Atividades

No mês de julho, quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldo positivo.

O destaque foi para o setor de serviços, com a criação de 24.098 postos, seguido da construção, com 12.691, a agropecuária, com 12.523, e a indústria com 11.315 posto formais de emprego.

O setor comercial foi o único com saldo negativo, perdendo 2.056 postos de trabalho.

Desafios macroeconômicos e a volatilidade do mercado de trabalho

Durante os ciclos de instabilidade econômica, a flutuação na abertura de vagas formais gera forte preocupação entre os analistas financeiros. Nesse sentido, quando o mercado apresenta resultados abaixo das expectativas, as políticas públicas de incentivo ao setor produtivo precisam ser redobradas.

Consequentemente, governos e empresários buscam alternativas urgentes para reverter o cenário de desaceleração nas contratações. Portanto, a estabilidade macroeconômica torna-se o principal alicerce para garantir a sustentabilidade das empresas e a segurança dos trabalhadores.

Além disso, a diversificação das atividades econômicas atua como um escudo protetor contra crises sazonais severas. Por um lado, setores como serviços e construção civil frequentemente sustentam índices positivos de empregabilidade em momentos difíceis. Por outro lado, o comércio e a indústria enfrentam maiores oscilações devido à variação no poder de compra das famílias. Desse modo, o fortalecimento estrutural de múltiplos setores produtivos é indispensável para assegurar um crescimento econômico contínuo e equilibrado em todo o país.

Fonte: CNN