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Expansão da economia e o índice de inflação ficaram estáveis, segundo edição do Boletim Focus desta segunda-feira (2) Foto: © José Paulo Lacerda/CNI/Direitos reservados

Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis

Expansão da economia e o índice de inflação ficaram estáveis

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2026 – a expansão da economia e o índice de inflação – ficaram estáveis na edição desta segunda-feira (2) do Boletim Focus. A pesquisa com instituições financeiras é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

A estimativa para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

As expansões da indústria e da agropecuária puxaram o crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre de 2025. Conforme tal crescimento, ela avançou 0,1%. Além disso, o IBGE considera isso estabilidade. A divulgação do PIB consolidado de 2025 está agendada para esta terça-feira (3).

Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,42 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

Inflação

Após sete semanas seguidas de queda, a previsão do mercado financeiro para o IPCA permaneceu em 3,91% para este ano. O IPCA é considerada a inflação oficial do país. Além disso, para 2027, a projeção da inflação passou de 3,8% para 3,79%. Do mesmo modo, para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5% para ambos os anos.

O BC deve perseguir a meta que mantém a estimativa para a variação de preços em 2026 dentro do intervalo, visto que a projeção permanece alinhada aos objetivos oficiais. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em janeiro, a alta dos preços da conta de luz e da gasolina fez a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. De acordo com o IBGE, o resultado levou o IPCA a acumular alta de 4,44% em 2025.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), definida atualmente em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o colegiado não interferiu nos juros na última reunião, pela quinta vez seguida, no fim de janeiro.

A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o Copom confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros se manterão em níveis restritivos.

Os analistas de mercado reduziram a estimativa para a taxa básica nesta edição do Boletim Focus, visto que diminuíram de 12,13% ao ano para 12% ao ano até final de 2026. Além disso, para 2027 e 2028, a Selic deve reduzir novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Por fim, em 2029, a taxa chegará a 9,5% ao ano.

O Copom aumenta a Selic para conter a demanda aquecida, visto que isso reflete nos preços. Além disso, os juros mais altos encarecem o crédito. Do mesmo modo, estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Em síntese, quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Fonte: agênciabrasil