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Confira os que os especialistas em skincare indicam os ingredientes com maior tendência de atenção em 2026

Os ingredientes de skincare que serão tendência em 2026

Confira as 5 tendências de skincare para o ano de 2026 de acordo com especialistas

De um filtro solar de ampla cobertura a um mineral associado ao tratamento de rugas, três especialistas em skincare indicam os ingredientes com maior potencial de atenção em 2026.

5 tendências de skincare para 2026

1. Pós-bióticos

Primeiro foram os probióticos, depois os prebióticos. Agora, os pós-bióticos começam a ganhar espaço no setor de beleza. São substâncias ricas em nutrientes produzidas pelas bactérias benéficas (peptídeos, enzimas, ácidos orgânicos etc.) após consumirem prebióticos.

“Os pós-bióticos oferecem benefícios mensuráveis sem a instabilidade dos probióticos vivos”, afirma Dara Spearman, dermatologista certificada e fundadora da Radiant Dermatology Associates, nos EUA. Eles ajudam a fortalecer a barreira cutânea, aumentar a hidratação e reduzir a inflamação. Também podem melhorar a elasticidade da pele e auxiliar no controle da acne ao regular a produção de óleo, explica Erum Ilyas, dermatologista certificada e professora associada na Drexel University College of Medicine.

2. Bemotrizinol

Esse filtro UV de amplo espectro é um dos ativos de protetor solar mais aguardados para chegar ao mercado dos Estados Unidos neste ano. Já comum na Europa e na Ásia, será o primeiro novo filtro solar aprovado pela FDA em mais de duas décadas.

“Embora a maioria dos filtros químicos ofereça proteção UVB, nem todos são eficazes contra os raios UVA, o que torna o bemotrizinol um ingrediente multifuncional”, afirma Valerie Aparovich, bioquímica e cosmetóloga-esteticista certificada da OnSkin.

Além disso, apresenta alta fotostabilidade, ao contrário de filtros mais antigos que se degradam e perdem eficácia rapidamente após a exposição UV, diz Spearman. “Também melhora o desempenho de outros filtros quando formulado em conjunto”, acrescenta.

3. Bioretinol Derivado de Algas

Essas moléculas com ação semelhante à dos retinoides, extraídas de algas marinhas, funcionam como uma alternativa de origem vegetal ao retinol. Os compostos bioativos ajudam a estimular colágeno e aumentar a renovação celular. Ou seja, sem causar vermelhidão, descamação ou irritação, efeitos frequentemente associados ao retinol.

“O bioretinol derivado de algas apresenta potencial significativo”, diz Spearman. Estudos comparativos iniciais indicam que pode funcionar bem para peles sensíveis. Ou então, com tendência à rosácea, que não toleram retinoides tradicionais. Assim também, pode ajudar a uniformizar o tom da pele ao melhorar a hiperpigmentação e inibir a produção de melanina, afirma Aparovich.

4. Exossomos de Nova Geração

Os exossomos tiveram grande destaque neste ano no setor de skincare, portanto, devem permanecer em evidência. Embora as evidências clínicas ainda sejam limitadas, demonstram potencial em efeitos antienvelhecimento e anti-inflamatórios. Além disso, com possível benefício para crescimento capilar, afirma Ilyas. A tendência é o surgimento de formulações mais avançadas e estáveis, com aumento do desenvolvimento de exossomos sintéticos e os derivados de plantas como alternativa considerada ainda mais segura e sustentável em relação aos exossomos de origem humana.

5. Malaquita

A malaquita é um mineral rico em cobre associado a propriedades antioxidantes. “Estudos in vitro demonstraram sua capacidade de proteger contra o estresse oxidativo causado pela poluição e pela exposição UV”, afirma Spearman. O estresse oxidativo é um dos fatores associados ao envelhecimento precoce, hiperpigmentação, aparência opaca da pele e acne.

Como o cobre participa da formação do colágeno, ingredientes ricos nesse mineral, como a malaquita, podem apoiar a produção de colágeno e a reparação tecidual. No entanto, Spearman observa que ainda são necessários dados clínicos mais consistentes. “Se versões mais padronizadas e testadas em segurança forem disponibilizadas, o ingrediente pode deixar de ser restrito a nichos e se tornar mais comum”, afirma.