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Max Russi participa de audiência de conciliação nesta quarta-feira (10), convocada pelo STF para discutir limites territoriais Foto: Reprodução

Max Russi participa de audiência no STF e defende solução para famílias da divisa entre MT e PA

Max Russi participa de audiência para discutir limites territoriais

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), participa nesta quarta-feira (10) da audiência de conciliação convocada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir os limites territoriais entre Mato Grosso e Pará.

A reunião foi determinada pelo ministro Flávio Dino e busca construir uma solução para a situação das comunidades que vivem na região de divisa entre os dois estados, e dependem dos serviços públicos de Mato Grosso. Ao lado do procurador legislativo Bruno Cardoso, Max representa a Assembleia Legislativa nas discussões.

Segundo o parlamentar, o principal foco do debate não é a disputa por terras. O objetivo é garantir atendimento e segurança jurídica para as famílias que vivem na área.

“Essas pessoas usam a saúde, a educação e a infraestrutura de Mato Grosso. Elas dependem dos serviços do nosso estado e precisam de uma solução definitiva”, afirmou.

Além disso, Max destacou que a região enfrenta dificuldades há décadas. De acordo com ele, a área foi demarcada por Marechal Rondon no início do século passado. Desde então, a definição dos limites gerou divergências entre os dois estados.

Para o deputado, a conciliação representa uma oportunidade importante para resolver o impasse. “Precisamos avançar. Ou o Pará passa a atender efetivamente essas comunidades, ou o território precisa ser reconhecido como parte de Mato Grosso. O que não pode acontecer é essas famílias continuarem sem a assistência necessária”, disse.

Capítulo decisivo para a gestão pública regional

A busca por um consenso sob a mediação do Supremo Tribunal Federal abre um capítulo decisivo para a gestão pública regional. Assim, resolver esse impasse secular exige desprendimento político e sensibilidade social por parte de todas as lideranças envolvidas. Além disso, a pacificação das fronteiras estaduais servirá como um modelo de federalismo cooperativo para o país. Por causa disso, o desfecho dessa reunião poderá ditar novos rumos para o planejamento demográfico e geográfico nacional.

Nesse sentido, o fortalecimento do diálogo institucional demonstra que o diálogo técnico supera as disputas puramente burocráticas. Dessa forma, estados vizinhos conseguem alinhar interesses estratégicos e otimizar a aplicação de recursos em áreas historicamente esquecidas. Ademais, esse movimento conjunto atrai a atenção de órgãos federais para o desenvolvimento estrutural de regiões fronteiriças de difícil acesso. Por isso, o engajamento dos parlamentares consolida a importância do Poder Legislativo na defesa direta dos direitos dos cidadãos.

Fonte: maxrussi.com.br