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Um medicamento experimental chamado cinaciguat colabora no combate ao Alzheimer, apresentando resultados promissores em uma pesquisa Imagem: Reprodução

Medicamento experimental rejuvenesce células do fígado e reduz proteína ligada ao Alzheimer em estudo

Medicamento experimental colabora no combate ao Alzheimer

Um medicamento experimental chamado cinaciguat colabora no combate ao Alzheimer, apresentando resultados promissores em uma pesquisa realizada por cientistas da Keck School of Medicine, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos. O estudo identificou que a substância foi capaz de restaurar funções de células envelhecidas do fígado e reduzir pela metade os níveis de uma proteína associada à doença de Alzheimer.

A pesquisa foi realizada com ratos idosos que receberam o medicamento durante duas semanas. Após o tratamento, os pesquisadores observaram melhorias na estrutura e no funcionamento de células responsáveis por ajudar o fígado a retirar substâncias potencialmente prejudiciais da corrente sanguínea.

Os cientistas concentraram a investigação nas células endoteliais sinusoidais hepáticas, conhecidas pela sigla LSECs. Nesse sentido, com o envelhecimento, essas estruturas perdem parte da capacidade de filtragem. Por consequência, essa perda pode dificultar a remoção de determinadas substâncias que circulam pelo organismo.

Além disso, após a administração do cinaciguat, os níveis de beta-amiloide no sangue dos animais diminuíram aproximadamente 50%. Dessa forma, as taxas chegaram a valores semelhantes aos observados em ratos jovens. Por sua vez, essa proteína está associada ao Alzheimer, doença neurodegenerativa caracterizada pelo comprometimento progressivo da memória e de outras funções cognitivas.

Outro resultado observado foi a redução dos níveis de LDL

Por fim, outro resultado observado foi a redução dos níveis de LDL, conhecido como colesterol ruim. Segundo os pesquisadores, as taxas desse tipo de colesterol também retornaram a patamares semelhantes aos encontrados em animais mais jovens. Por isso, os dados indicam possíveis efeitos adicionais da recuperação das funções hepáticas.

A investigação identificou ainda que o medicamento ajudou a restaurar um mecanismo de comunicação entre as células do fígado, relacionado à liberação de uma molécula chamada HB-EGF. Esse processo contribui para o funcionamento das células hepáticas e para a remoção de substâncias presentes no sangue.

Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que o estudo não demonstrou que o medicamento previne ou trata o Alzheimer. Reduzir a beta-amiloide na corrente sanguínea não significa necessariamente que os pesquisadores diminuição as placas da proteína no cérebro. Nesse sentido, essa redução também não garante que a intervenção evite os danos neurológicos. Por fim, até o momento, os cientistas observaram os efeitos apenas em animais.

Os próximos passos incluem novas investigações para verificar se as alterações identificadas podem produzir benefícios reais contra doenças neurodegenerativas e cardiovasculares. O estudo foi publicado no Journal of Biological Chemistry e abre uma possibilidade de pesquisa sobre a relação entre o envelhecimento do fígado e problemas que afetam outros órgãos.

Fonte: portaldozacarias