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Crescimento da produção acompanha a valorização do milho no mercado nacional. O país é o terceiro maior produtor mundial do grão

MT avança no etanol de milho e pode liderar produção no Brasil

O país é o terceiro maior produtor mundial do grão e registrou aumento de 40% na produção nos últimos dez anos

O Brasil tem avançado rapidamente na produção de biocombustíveis, impulsionado principalmente pelo crescimento do etanol de milho e pela expansão das biorrefinarias. Atualmente, o país conta com 25 unidades em operação, enquanto outras 10 estão em fase de construção e cerca de 20 já autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Esse crescimento acompanha a valorização do milho no mercado nacional. O país é o terceiro maior produtor mundial do grão e registrou aumento de 40% na produção nos últimos dez anos. O etanol de milho tem agregado valor à cadeia produtiva ao transformar excedentes exportáveis em biocombustível e subprodutos. Como os farelos DDG e DDGS, destinados à nutrição animal.

Mato Grosso se consolida como um dos principais polos desse setor. A agroindustrialização tem desempenhado papel central no desenvolvimento econômico do estado, que já registrou crescimento industrial superior a 39% nos últimos dez anos.

A expectativa é que o estado lidere a produção nacional de etanol nos próximos anos

Durante a 2ª Conferência Internacional da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), realizada em Cuiabá, lideranças do setor destacaram o impacto da indústria de biocombustíveis na geração de empregos, no fortalecimento da economia local e na inserção do Brasil em cadeias globais de energia renovável.

Além do etanol, os subprodutos da indústria também ganham mercado. Os farelos DDG/DDGS são amplamente utilizados na alimentação de bovinos, suínos, aves, peixes e até pets, por seu alto valor nutricional. Em 2023, a Unem firmou um convênio com a ApexBrasil para ampliar a presença internacional desses produtos.

Apesar dos avanços, o setor acompanha com atenção medidas protecionistas anunciadas recentemente pelos Estados Unidos, que aplicaram tarifas a produtos brasileiros. O Ministério da Agricultura monitora os impactos dessas medidas, avaliando possíveis prejuízos às exportações do agronegócio.

Atualmente, o etanol de milho representa mais de 23% da produção total de etanol no país, consolidando o Brasil como referência internacional em energia limpa e sustentável. A projeção é de que, com investimentos contínuos em inovação, infraestrutura e parcerias comerciais, o país amplie ainda mais sua participação no mercado global de biocombustíveis.