Parar de apostar ajuda a organizar finanças pessoais
Parar de apostar ajudou 52% dos brasileiros a organizar melhor as finanças pessoais, segundo pesquisa nacional realizada pela fintech de crédito meutudo. O levantamento, feito em fevereiro de 2026 com leitores do blog da empresa em diferentes regiões do Brasil, buscou entender a relação dos consumidores com as plataformas de apostas e os impactos da prática no orçamento doméstico.
Entre os apostadores ativos consultados, 48% afirmam que veem as apostas principalmente como uma forma de conseguir uma renda extra no fim do mês. Embora 62% desse grupo diga destinar até R$ 50 por mês para a prática e 58% afirme estabelecer previamente um limite de gastos, 35% relatam apostar semanalmente.
A frequência das apostas também aparece associada ao uso de recursos destinados originalmente a outras despesas. Segundo a pesquisa, 31% dos brasileiros já utilizaram dinheiro reservado para outras finalidades essenciais para realizar apostas.
Jovens adultos concentram maior impacto
O desvio de recursos do orçamento para as apostas é mais frequente entre brasileiros de 25 a 34 anos. Nessa faixa etária, 46% afirmam já ter utilizado recursos destinados a outras prioridades para custear apostas.
Mesmo diante desse impacto sobre as contas, 89% dos apostadores consultados dizem acreditar que controlam totalmente os gastos diários com jogos online ou loterias.
Falta de retorno é principal motivo para parar
Entre os brasileiros que deixaram de apostar, a falta de retorno financeiro aparece como o principal motivo para abandonar a prática. Segundo o levantamento, 42% afirmam que pararam porque não identificaram um retorno compatível com o valor investido.
Outros 29% dizem ter interrompido as apostas porque precisaram priorizar despesas mais urgentes. A mudança de comportamento também aparece relacionada à organização financeira: 58% dos brasileiros que deixaram de apostar consideram que parar foi um passo importante para alcançar objetivos financeiros de longo prazo.
Entre os brasileiros de 25 a 34 anos, essa percepção é ainda mais presente. Nesse grupo, 70% afirmam que interromper as apostas foi uma atitude fundamental para recuperar a organização das contas e do orçamento doméstico.
Os resultados indicam uma relação entre o abandono das apostas e mudanças na forma como os brasileiros administram o dinheiro. O efeito aparece principalmente entre os jovens adultos, grupo que também apresentou a maior proporção de brasileiros que já direcionaram recursos destinados a outras prioridades para as apostas.
Fonte: Mercado&Consumo


