Prêmio Jejé de Oyá celebra cinco anos neste sábado em Cuiabá
Premiados e homenageados das edições anteriores do Prêmio Jejé de Oyá se reúnem neste sábado (12), às 19h, no Salão Nobre da Arena Pantanal, em Cuiabá, para celebrar os cinco anos da iniciativa. O evento, voltado para convidados, marca a trajetória do projeto dedicado a reconhecer publicamente as contribuições de profissionais, artistas, intelectuais, empreendedores e lideranças negras em Mato Grosso.
A noite festiva contará com apresentação do grupo Raízes do Samba. Além disso, a escolha do gênero musical homenageia a memória do patrono da premiação. Nesse contexto, sua trajetória esteve diretamente ligada ao carnaval e à vida cultural da Capital.
Por conseguinte, criado para dar visibilidade a personalidades negras em áreas como cultura, comunicação, ciência, educação, literatura, gastronomia, esporte e impacto social, o Prêmio Jejé de Oyá consolidou-se como um espaço de registro histórico e afirmação em Mato Grosso.
Memória coletiva
De acordo com o idealizador do prêmio, Jeferson Bertoloti, o reencontro reforça a construção de uma memória coletiva. “O prêmio nasceu para reconhecer trajetórias negras que já faziam a diferença, mas que nem sempre recebiam a visibilidade que mereciam. Reuni-las novamente é reafirmar que essas pessoas fazem parte da história de Mato Grosso”, declarou.
O nome da premiação é uma homenagem a José Jacintho Siqueira de Arruda, o Jejé de Oyá (1934-2016). Nascido em Rosário Oeste e criado em Cuiabá, Jejé atuou como colunista social, alfaiate e carnavalesco. Além disso, tornou-se uma figura emblemática da cultura local e patrono do colunismo social mato-grossense.
Nesse contexto, as comemorações dos cinco anos do prêmio incluíram atividades prévias na Academia Mato-grossense de Letras. Por conseguinte, houve a realização da “Rota da Ancestralidade – A Virada”. Ademais, trata-se de uma caminhada por pontos do Centro Histórico de Cuiabá ligados à presença negra. Por fim, os locais incluem a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, a Escadaria do Beco do Alto, a antiga Rua das Pretas e a Praça da Mandioca.
Fonte: Entretê



