Rússia acertou venda de 90 lançadores de mísseis ao Irã
A Rússia acertou em 2024 a venda de 90 lançadores avançados de mísseis ao Irã, segundo o Financial Times.
O que você precisa saber
Os lançadores foram projetados para usar o míssil guiado leve multifuncional russo (LMUR), também chamado Izdeliye 305. A arma de precisão pode atingir alvos em movimento e entrou em serviço militar em 2022.
O armamento tem destino aos helicópteros de ataque Mi-28, que já fazem parte do arsenal iraniano. A entrega dos equipamentos não foi confirmada.
O acordo veio à tona após o encontro entre Vladimir Putin e Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, no Kremlin. Rezaei levou uma mensagem do líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei.
Rezaei afirma que discutiu com Putin medidas de segurança regional e o período posterior à guerra. “Houve discussão de questões regionais importantes com Putin, e conversas significativas ocorreram sobre o período pós-guerra e os arranjos de segurança regional”, disse.
Tratado amplia laços entre Moscou e Teerã
Rússia juntamente com Irã assinaram em janeiro de 2025 um tratado de parceria estratégica abrangente. O acordo abrange comércio, cooperação militar, ciência, cultura e educação e entrou em vigor em outubro.
O tratado não prevê defesa mútua, diferentemente do pacto firmado entre Rússia e Coreia do Norte. Mesmo assim, as negociações sobre os lançadores indicam a ampliação da cooperação militar entre os dois países.
Teerã também forneceu a Moscou munição, projéteis de artilharia, armas de fogo, mísseis balísticos de curto alcance, capacetes e coletes à prova de balas durante a guerra na Ucrânia. No sábado, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que o país comprou caças russos Su-35.
Desdobramentos geopolíticos e as novas alianças de defesa global
O fortalecimento das parcerias militares entre potências regionais altera profundamente o equilíbrio de forças no cenário internacional. Nesse sentido, a consolidação de acordos de defesa de longo prazo estimula a reorganização das estratégias de contenção geopolítica.
Além disso, a transferência de tecnologias de alta precisão intensifica as preocupações das organizações internacionais em relação à estabilidade global. Por consequência, a expansão dessas alianças estratégicas desafia as normas tradicionais de diplomacia e pressiona os blocos ocidentais a adotarem novas posturas defensivas.
Por outro lado, o avanço do comércio bilateral de equipamentos bélicos complexos reflete a busca contínua por autonomia tecnológica e operacional. Dessa forma, a integração de insumos industriais e de inteligência entre governos parceiros acelera a modernização das forças armadas envolvidas.
Da mesma maneira, a cooperação mútua em áreas de segurança regional pode transformar dinâmicas históricas em zonas de conflito persistente. Por isso, o monitoramento constante das movimentações diplomáticas torna-se indispensável para antecipar novos contornos na política externa mundial.
Fonte: Uol



