Rússia faz teste final de míssil balístico
A Rússia anunciou nesta terça-feira (12) que fez o teste final de seu míssil balístico intercontinental Sarmat, que tem capacidade nuclear, alcance de até 35 mil quilômetros e pode viajar pelos dois polos e chegar à Europa em menos de dez minutos, segundo Moscou.
O comandante das forças de mísseis estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, anunciou que o teste, a etapa final antes da utilização do míssil, foi concluído com sucesso.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse que planeja colocar o Sarmat em operação até o fim deste ano.
O RS-28 Sarmat faz parte de uma série de outros mísseis apresentados em 2018 como “invisíveis” por Vladimir Putin. Segundo Putin, o Sarmat é capaz de “derrotar todos os sistemas antiaéreos modernos”.
O Sarmat foi apelidado pela Otan de “Satanás” por conta de seu alcance e velocidade, além da capacidade de desviar dos radares.
O míssil tem capacidade de transportar dez ou mais ogivas nucleares, de acordo com um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos.
Segundo o governo russo, o Sarmat é o míssil mais poderoso com a maior distância do mundo para atingir alvos, o que aumenta significativamente o poder de combate das forças nucleares estratégicas do país.
“O Sarmat é o míssil mais poderoso com o maior alcance de destruição de alvos do mundo, o que aumentará significativamente o poder de combate das forças nucleares estratégicas de nosso país”, afirmou o Ministério da Defesa. Este foi o segundo teste do RS-28 Sarmat, e também o final, segundo a Rússia. Um primeiro teste ocorreu em 2018, e um segundo, em 2022.
Diplomacia global
A consolidação de tecnologias bélicas dessa magnitude impõe um novo ritmo à diplomacia global e altera profundamente o equilíbrio das forças internacionais. Primeiramente, o avanço tecnológico em mísseis estratégicos redefine os limites da segurança nacional na era moderna.
Nesse sentido, a demonstração de poder de longo alcance obriga outras nações a revisarem seus protocolos de defesa imediata. Além disso, a estabilidade geopolítica depende agora de diálogos capazes de conter a escalada de tensões entre grandes potências.
Atualmente, o cenário de inovação militar ocorre em um ambiente de constantes transformações e incertezas políticas. Do mesmo modo, a vigilância tecnológica torna-se uma prioridade máxima para os órgãos que monitoram o tráfego aéreo e espacial. O investimento em inteligência estratégica será decisivo para prever e mitigar possíveis crises diplomáticas globais.
A humanidade enfrenta o desafio de equilibrar a soberania dos Estados com a segurança coletiva do planeta. Portanto, a transparência nos acordos internacionais é o único caminho para evitar conflitos de proporções catastróficas.
Dessa forma, o desenvolvimento de armas invisíveis aos radares acelera a busca por sistemas de proteção ainda mais sofisticados. Ou seja, o futuro da governança global dependerá da capacidade dos líderes em priorizar a estabilidade sobre a ameaça.
Fonte: G1



