Trump e Xi Jinping vão se reunir
Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, vão se reunir para discutir Irã, Taiwan, inteligência artificial e armas nucleares, enquanto avaliam a prorrogação de um acordo sobre minerais críticos, segundo autoridades americanas que preveem a visita de dois dias de Trump à China nesta semana.
Os líderes das duas maiores economias do mundo realizarão suas primeiras conversas presenciais em mais de seis meses, enquanto tentam estabilizar os laços tensos pelo comércio, a guerra dos EUA e de Israel com o Irã e outras áreas de desacordo.
Trump deve chegar a Pequim na quarta-feira (13), antes das conversas previstas para quinta (14) e sexta-feira (15). Essa será sua primeira viagem à China desde 2017.
Washington e Pequim devem concordar com fóruns para facilitar o comércio e o investimento mútuos, enquanto a China deve anunciar compras relacionadas a aviões da Boeing, agricultura e energia norte-americanas, declararam as autoridades.
Os planos para um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimento podem ser formalmente anunciados na reunião, mas esses mecanismos podem precisar de trabalho posterior antes de serem implementados, disse uma das autoridades.
Os dois países também discutirão a prorrogação de uma trégua em sua guerra comercial que permite o fluxo de minerais de terras raras da China para os EUA, embora ainda não esteja claro se esse acordo será estendido nesta semana, disse essa autoridade.
No entanto, ele expressou confiança de que o acordo, que foi firmado no ano passado e continua em vigor, acabará sendo prorrogado.
“Ele ainda não expirou”, disse o funcionário a repórteres. “Estou confiante de que anunciaremos qualquer possível prorrogação no momento apropriado.”
A embaixada da China em Washington não quis comentar.
Tensão entre Estados Unidos e China
As conversas entre Donald Trump e Xi Jinping também devem abordar áreas que há muito tempo são fonte de tensão entre os EUA e a China, incluindo Irã, Taiwan e armas nucleares.
Pequim mantém laços com o Irã e continua sendo um grande consumidor de suas exportações de petróleo.
Trump tem se apoiado na China para usar sua influência para pressionar Teerã a fazer um acordo com Washington e encerrar o conflito que começou quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no final de fevereiro.
O governo Trump também pressionou Pequim em suas relações com a Rússia
Xi, por sua vez, está frustrado com Washington em relação a Taiwan. Os EUA continuam sendo o mais importante apoiador internacional e fornecedor de armas para a ilha democraticamente governada, que Pequim reivindica como seu território.
A China aumentou sua presença militar perto de Taiwan nos últimos anos, mas a política dos EUA não mudará, segundo a autoridade.
Os assessores de Trump expressaram preocupação crescente com os modelos avançados de inteligência artificial. Primeiramente, esses sistemas tecnológicos estão sendo desenvolvidos na China. Nesse sentido, eles acreditam que os dois lados precisam de um canal de comunicação. Além disso, a medida visa evitar conflitos decorrentes de seu uso.
Atualmente, o diálogo busca garantir a estabilidade global diante das novas tecnologias. Sobretudo, a segurança estratégica entre as nações é a prioridade máxima. Inegavelmente, a cooperação técnica pode prevenir mal-entendidos perigosos. Do mesmo modo, o acompanhamento das inovações asiáticas tornou-se um ponto central para os americanos.
Certamente, a criação desse canal facilitaria a gestão de riscos internacionais. Portanto, a iniciativa foca na transparência e na redução de tensões geopolíticas. Dessa forma, o governo planeja novas estratégias de monitoramento tecnológico. Finalmente, o objetivo é manter o equilíbrio de poder na era da inteligência artificial.
Washington também espera há muito tempo iniciar conversas com Pequim sobre armas nucleares, embora a China continue relutante em discutir seu arsenal.
O governo chinês disse em particular aos EUA que “não tem interesse em sentar e discutir qualquer tipo de controle de armas nucleares ou qualquer coisa nesse sentido neste momento”, afirmou uma das autoridades.
Fonte: cnn



