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Dia dos Namorados deve movimentar cerca de R$ 22 bilhões, segundo pesquisa realizada pela CNDL e SPC Brasil Foto: Reprodução

Dia dos Namorados deve gerar R$ 22 bilhões no varejo

Dia dos Namorados deve movimentar cerca de R$ 22 bilhões

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil estima que aproximadamente 93 milhões de brasileiros devem ir às compras pelo Dia dos Namorados deste ano, gerando uma movimentação financeira superior a R$ 22 bilhões entre os setores de comércio e serviços e consolidando a data como o terceiro período mais lucrativo para o varejo nacional, atrás apenas do Natal e do Dia das Mães. No entanto, o otimismo do mercado divide espaço com a preocupação financeira: cerca de um terço dos consumidores planeja presentear mesmo estando com a conta atrasada.

A tradição, criada in 1948 pelo publicitário João Doria (pai) para aquecer a venda no mês de junho, mantém sua força estrutural. O varejo eletrônico, que em 2025 faturou R$ 9,23 bilhões (alta de 15,1% em relação ao ano anterior), continua forte, mas o destaque de 2026 promete ser a experiência presencial.

Tíquete médio para a escolha do presente será de R$ 238 por pessoa

Segundo o levantamento, o tíquete médio nacional para a escolha do presente será de R$ 238 por pessoa. A grande maioria do entrevistado pretende agraciar cônjuge (58%) ou namorado (34%), sendo que 61% planejam adquirir um único item. O produto mais cobiçado pelo apaixonado é a roupa (38%), seguida de perto por perfume e cosmético (34%), calçado (20%) e chocolate (18%).

Ao contrário da tendência de digitalização total, a loja física vai liderar a preferência: 75,70% do consumidor afirma que pretende comprar em estabelecimento tradicional, especialmente no centro urbano.

Injeção de R$ 356,79 milhões na economia de MS

Regionalmente, o número também impressiona. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, uma pesquisa conjunta da Fecomércio-MS (IPF-MS) e do Sebrae do estado prevê uma injeção de R$ 356,79 milhões na economia local. Por lá, o gasto médio estimado é bem mais alto que a média nacional: R$ 543,47 por consumidor, dividido entre a compra do presente e a comemoração.

Na hora de pagar, a preferência nacional será pela modalidade à vista (69%), com o Pix liderando a intenção (34%). Para quem optar pelo parcelamento (28%), o cartão de crédito será a principal ferramenta, com uma média de 3,5 prestação. Desconto para pagamento imediato é apontado por 64,13% da pessoa como o principal fator de escolha do local de compra.

Apesar do desejo de celebrar, 77% afirmam que presentear é uma forma indispensável de demonstrar afeto, mas o cenário econômico exige cautela. O levantamento revelou que 31% do que vai comprar presente está com conta em atraso e, deste grupo, 71% estão com o nome negativado. Além disso, 28% do entrevistado admitiram que vão gastar mais do que podem para agradar o parceiro.

A corrida para garantir a lembrança já começou, mas o brasileiro manterá o hábito de deixar para o final. A estimativa é de que 10,5 milhões de pessoa comprem o presente na última hora. O cronograma aponta que 45% pretendem resolver a compra na primeira semana de junho, 25% anteciparam-se em maio e 11% só vão à compra na véspera do dia 12.

Para o casal que planeja estender a comemoração, 39% preferem o aconchego de celebrar em casa, enquanto 31% optarão por restaurante e 8% por hotel ou motel.

Pix e carteiras digitais devem ser os protagonistas entre os meios de pagamento

A alta demanda pelo uso de meios de pagamentos digitais promete marcar o Dia dos Namorados. Portanto, esta importante data do setor varejista brasileiro deve registrar um novo recorde. Além disso, o avanço será impulsionado pelo uso do Pix e das carteiras digitais. Essa forte tendência foi um dos grandes destaques do mercado internacional.

Por exemplo, a 11ª edição anual do Global Payments Report analisou detalhadamente o comportamento dos consumidores. Consequentemente, o estudo mapeou tendências globais até 2030 em 42 países nos cinco continentes. Por outro lado, o relatório posiciona o ritmo acelerado do Brasil no uso dessa modalidade de forma significativa. Desse modo, a transformação digital está remodelando o consumo e o varejo nacional.

Contudo, o Pix aparece como o grande protagonista das transações digitais no país, segundo o relatório. Afinal, o sistema responde por uma fatia expressiva do mercado. Como resultado, a modalidade foi responsável por 38% das transações no e-commerce. Assim, o mecanismo também garantiu 34% do volume financeiro total nos pontos de venda (PDV). Além disso, quando analisadas as em transações A2A no mundo, esse tipo de pagamento também lidera com 42% no e-commerce e 34% no PDV.

Cartão de crédito

Já o cartão de crédito, ainda muito utilizado no Brasil por oferecer opção de parcelamento (o que amplia o poder de compra e benefícios diversos), representou quase a metade do valor transacionado em 2025, com 40% de participação no varejo eletrônico e 31% no PDV.

O dinheiro em espécie continua relevante. Os consumidores ainda utilizam dinheiro em espécie mais do que a média global (23% do valor no – (Pontos de venda – em 2025, contra 14% globalmente). Na região: Brasil (12%), Chile (16%) e Argentina (17%) estão mais alinhados à média global, enquanto Peru (30%), Colômbia (32%) e México (40%) lideram o uso.

O uso de código QR está em ascensão e é amplamente usado no Peru (Yape), Colômbia (Nequi) e Argentina (Mercado Pago).

O crescimento sustentado das carteiras digitais impulsionadas por cartões sugere que os consumidores se sentem mais confortáveis com inovações em pagamentos quando se sentem seguros e familiarizados – caso do cartão de crédito no Brasil.

Os pagamentos Conta a Conta (A2A) estão se expandindo. Para além do Pix, na Argentina, o Transferências 3.0 continua a impulsionar a adoção do A2A, e já representa 15% do e-commerce e 10% do valor no Ponto de Venda. A Colômbia seguiu o mesmo caminho em 2025, quando seu Banco Central lançou seu sistema de pagamentos instantâneos, o Bre-B.

Fonte: monitormercantil