Meta lança seu modelo de IA Muse Spark
A Meta anunciou (9), a liberação do acesso para desenvolvedores ao seu modelo de inteligência artificial (IA) Muse Spark, acompanhada do lançamento da versão aprimorada Muse Spark 1.1. Com a novidade, a empresa passa a competir diretamente com OpenAI e Anthropic ao cobrar pelo uso de seu modelo de IA por meio de uma API destinada a desenvolvedores.
Segundo a Meta, o Muse Spark 1.1 é seu modelo mais avançado para tarefas de programação e execução de agentes de IA em aplicações do mundo real. O lançamento faz parte da estratégia da companhia de desenvolver o que chama de “superinteligência pessoal”.
Modelo promete executar tarefas complexas com menos intervenção humana
- De acordo com a empresa, o Muse Spark 1.1 é capaz de escrever e depurar código, utilizar softwares e ferramentas externas, compreender textos, imagens e vídeos e executar tarefas complexas compostas por múltiplas etapas, exigindo menos intervenção humana ao longo do processo;
- O Muse Spark foi apresentado originalmente em abril como o primeiro modelo de raciocínio e processamento de texto desenvolvido pela equipe de superinteligência criada pela Meta no ano passado para reduzir a diferença em relação aos concorrentes na corrida pela liderança em IA;
- Na ocasião do lançamento, a companhia disponibilizou a API apenas em uma prévia privada para parceiros selecionados;
- A API funciona como uma ponte entre o modelo de IA e os sistemas desenvolvidos por terceiros, permitindo que programadores integrem suas capacidades a diferentes aplicativos e plataformas.
Desenvolvedores dos EUA já podem testar o modelo
Desenvolvedores nos Estados Unidos podem acessar, primeiramente, o Muse Spark em prévia pública. Utiliza-se, para isso, a Meta Model API. A plataforma permite, ademais, testar comandos e comparar respostas. Pode-se, igualmente, criar protótipos de integrações diversas.
Quem se cadastrar na API receberá, aliás, US$ 20 em créditos gratuitos. Testar-se-á a tecnologia antes, portanto, da migração para o modelo de cobrança por consumo. Em publicação no X, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou algo relevante. O foco, segundo ele, é entregar modelos agênticos e multimodais robustos.
Busca-se, por conseguinte, oferecer essas soluções a um custo muito baixo. Para Shay Boloor, estrategista da Futurum Equities, trata-se de um passo estratégico. O novo modelo pode representar, enfim, um avanço importante na estratégia comercial da Meta.
“Se o Muse Spark 1.1 for, primeiramente, competitivo com Claude e Codex, haverá mudanças. A Meta poderá, desse modo, ter um caminho muito mais claro. Busca-se, assim, monetizar seus modelos de IA. Utilizar-se-ão, para tanto, ferramentas pagas voltadas aos desenvolvedores”. Essa análise foi afirmada à agência Reuters.
Preços ficam entre opções da Anthropic e OpenAI
A Meta definiu o preço de uso da API em US$ 1,25 (R$ 6,42) por milhão de tokens de entrada e US$ 4,25 (R$ 21,82) por milhão de tokens de saída.
Segundo a empresa, esses valores ficam acima dos cobrados pelo GPT-5 mini, modelo de entrada da OpenAI, e pelo Claude Haiku 4.5, opção de menor custo da Anthropic. Por outro lado, permanecem abaixo do preço do Claude Sonnet 4.6, modelo mais avançado da Anthropic.
Integração com Meta AI e aplicativos da empresa
Além da API para desenvolvedores, o Muse Spark 1.1 está disponível, primeiramente, no modo Thinking do Meta AI. O modelo pode ser acessado, ademais, na versão web.
A Meta informou, ainda, uma atualização importante. O novo modelo substituirá, portanto, os atuais modelos Llama utilizados pela empresa.
Essas tecnologias alimentam, especificamente, os chatbots do WhatsApp, Instagram e Facebook. Estão integradas, igualmente, à linha de óculos inteligentes da companhia.
Lançamento sucede estreia do Muse Image
A chegada do Muse Spark 1.1 ocorre poucos dias após outro anúncio da Meta relacionado à sua estratégia de IA.
Na terça-feira (7), a empresa informou a expansão de seus recursos de IA generativa em seus aplicativos com o lançamento do Muse Image, o primeiro modelo de geração de imagens desenvolvido pelo Meta Superintelligence Labs. Segundo a companhia, o novo sistema amplia as ferramentas de criação de conteúdo disponíveis em seu ecossistema de aplicativos.
Fonte: olhardigital



