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País asiático tem interesse em comprar até 5 megatoneladas por ano parte disso pode ser vendida por Mato Grosso, diz governador Mauro Mendes

Governador articula venda de créditos de carbono de MT a Singapura

País asiático tem interesse em comprar até 5 megatoneladas por ano parte disso vendida por Mato Grosso, diz Governador

O governador Mauro Mendes aprofundou as negociações com o Governo de Singapura, voltadas à concretização da venda de créditos de carbono de Mato Grosso para aquele país.

A reunião ocorreu com o diretor de Energia e Políticas Climáticas do Ministério do Meio Ambiente de Singapura, Zhang Weijie. Ou seja, durante a 28ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 28.

“Da parte do Governo de Mato Grosso, temos todo interesse em estreitar as tratativas. Agora vamos estabelecer uma agenda de compromisso de próximos passos, para caminhar nessa direção”, afirmou o governador.

O mercado de carbono funciona com a venda de créditos excedentes de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE). Assim, empresas, países, Estados que ultrapassam a meta de redução das emissões de carbono podem vender esse excedente.

Mauro Mendes adiantou que irá fazer um levantamento do potencial de Mato Grosso em criar esses créditos, de forma a viabilizar e inserir Mato Grosso nesse mercado.

Já ficou acertado que o Governo de Mato Grosso e o Governo de Singapura, irão assinar um memorando de entendimento para dar início às tratativas.

O diretor Zhang Weijie, explicou que Singapura possui metas sólidas de redução de carbono. Por isso, tem muito interesse de comprar os créditos produzidos pelo desmatamento evitado em Mato Grosso.

Zhang relatou que a compra de créditos de carbono em Singapura é uma política de Estado. Então precisa ser cumprida não só pelo Governo, mas pela iniciativa privada. O diretor adiantou que a demanda do país é de 5 megatoneladas de carbono por ano, e parte disso pode vendida por Mato Grosso.

Também participaram da reunião a secretária de Estado de Meio Ambiente local, Mauren Lazaretti, e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.