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A Binance foi vítima de ataque hacker. Investida criminosa resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 34 bilhões Imagem: Reprodução

Hackers roubam US$ 6,3 bilhões da maior corretora de criptomoedas do mundo

Binance foi vítima de ataque hacker

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, foi vítima de ataque hacker, em outras palavras, da maior ação criminosa já registrada na história do setor financeiro digital. O ataque resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 34 bilhões na cotação atual.

A operação hacker durou cerca de 20 minutos, comprometendo os sistemas da plataforma fundada em 2017 em Xangai, na China.

A empresa conta com 335 milhões de usuários no mundo. A instituição administrava cerca de US$ 162,8 bilhões em ativos digitais ao fim de 2025.

Contudo, a corretora suspendeu temporariamente as operações de saque na plataforma. Desta forma, a direção garante que ressarcirá os clientes afetados. Além disso, a empresa prevê a normalização dos serviços no prazo de 45 horas.

Como foi o ataque à maior corretora de criptomoedas do mundo

As investigações iniciais indicam que os cibercriminosos comprometeram o sistema de segurança. Consequentemente, a invasão atingiu a estrutura responsável por autorizar a movimentação de criptomoedas por volta das 17h, no horário de Brasília.

Por causa disso, a suspeita preliminar recai sobre a invasão do computador de um engenheiro da equipe técnica. No entanto, a própria corretora admitiu a existência de falhas adicionais na infraestrutura.

Por fim, análises de empresas especializadas em rastreamento, como a TRM Labs e a Chainalysis, apontam que o grupo possui vínculos com a Coreia do Norte. Da mesma maneira, os especialistas destacam que os invasores apresentaram padrões de ataque idênticos aos aplicados na invasão da Bybit em 2025, em caso investigado pelo FBI.

Contudo, a direção da plataforma afirmou que os autores do delito ainda não foram formalmente identificados pela auditoria interna.

Esforços de bloqueio e a recuperação de ativos

Até o momento, analistas conseguiram rastrear a localização de US$ 3 bilhões em ativos furtados, desencadeando uma força-tarefa entre empresas emissoras de criptomoedas para congelar os valores. A Tether reteve quase US$ 1,57 bilhão em stablecoins, enquanto a Circle travou mais de US$ 800 milhões e a Ripple bloqueou cerca de US$ 200 milhões.

A World Liberty Financial, instituição ligada ao presidente Donald Trump, também participou das ações de contenção do capital roubado. Apesar das medidas de restrição adotadas pelas emissoras, o bloqueio das moedas não garante o retorno imediato do montante ao caixa da corretora. Nesse sentido, a dificuldade ocorre porque cerca de US$ 2,4 bilhões em Bitcoin e Ether pertencem a redes descentralizadas. Consequentemente, essas plataformas não possuem autoridade central para a interrupção das transações.

Além disso, o episódio gerou forte instabilidade no mercado financeiro. Desta forma, o ataque provocou a desvalorização das principais moedas digitais nesta sexta-feira (30). Por fim, o caso levantou alertas globais sobre a custódia de fundos em corretoras centralizadas.

Os analistas ponderam que a recuperação total dos valores dependerá de tentativas de movimentação dos criminosos para plataformas que cooperem com as autoridades policiais internacionais. A empresa reforçou que manterá a transparência ao longo do processo de apuração e reiterou o compromisso de assegurar que nenhum investidor cadastrado sofra perdas financeiras permanentes decorrentes da invasão.

Fonte: Terra