Irã pede para fechar rota no Mar Vermelho
O Irã pediu aos houthis do Iêmen para bloquear a rota de petróleo do Mar Vermelho, caso os Estados Unidos venham a atacar a infraestrutura energética persa, noticiou a Reuters nesta quinta-feira (16), citando três fontes.
Segundo a reportagem, os houthis – grupo político e religioso armado xiita – já concluíram os preparativos para a ofensiva, implantando mísseis e drones perto do Estreito de Bab el-Mandeb. Agora aguardam a ordem para iniciar o ataque.
De acordo com a mesma fonte, representantes da Guarda Revolucionária Islâmica de Teerã, já presentes no Iêmen, decidirão quando fechar Bab el-Mandeb.
A ameaça à passagem pelo Mar Vermelho poderá agravar a crise energética global, desencadeada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Neste caso, duas das principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio ficariam bloqueadas simultaneamente.
EUA e o Irã continuam a trocar ataques.
Nesta quinta-feira, o Comando Central dos EUA confirmou, primeiramente, no X, ter bombardeado centros de comando persas. O objetivo foi, ademais, reduzir a capacidade iraniana de ameaçar marinheiros.
A intenção era proteger, por conseguinte, embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. O Irã, contudo, acusou os americanos de atacarem áreas próximas à ilha de Qeshm.
Relataram, aliás, o bombardeio ao entorno de um hospital especializado em câncer em Ahvaz. Segundo Hossein Kermanpour, autoridade do Ministério da Saúde, alguns pacientes fugiram.
Pacientes e acompanhantes deixaram, portanto, o Hospital Boghayi em meio à chuva de mísseis. Restaram no local, finalmente, apenas as pessoas que estavam em estado mais crítico.
Em retaliação, o Exército do Irã anunciou ter atacado bases militares americanas na Jordânia, Kuwait e Bahrein.
A Guarda Revolucionária preparou um comunicado alegando que as forças dos EUA haviam “utilizado bases aéreas situadas na Jordânia para bombardear diversas áreas do Irã, incluindo as imediações de um hospital de câncer pediátrico”. Em resposta, foram lançadas “duas ondas de ataques com mísseis” contra as bases americanas no Oriente Médio.
Fonte: Terra



