UFMG desenvolve fertilizantes orgânicos
Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo fertilizantes orgânicos mais sustentáveis e menos prejudiciais ao meio ambiente. O estudo, realizado pelo grupo de pesquisa em solo e águas subterrâneas, busca reduzir o lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera. O setor agrícola está entre os principais emissores desses gases por espalhar o óxido nitroso, que é 300 vezes mais prejudicial à atmosfera se comparado com o gás carbônico.

Os fertilizantes desenvolvidos pelo grupo de pesquisa são feitos a partir de resíduos da pecuária leiteira, da agroindústria da cana de açúcar e olivicultura. O professor do Departamento de Engenharia Sanitária Ambiental da UFMG, Vitor Moreira, explicou o motivo do desenvolvimento desse adubo.
“Geralmente os setores agroindustriais têm efluentes líquidos, então resíduos que são líquidos, que são gerados, e resíduos que são sólidos. E a gente tem uma ideia de evitar descartar esses resíduos, jogar fora de uma maneira inadequada que vai ter um impacto ambiental. E nessa linha, quando a gente olhou para esses resíduos e a gente caracterizou, para alguns setores, para algumas indústrias, esses resíduos apresentavam um alto teor de nutrientes. Então nossa ideia é, que não transformar esses resíduos em fertilizantes?”
Fertilizante já apresentou resultados positivos em plantas e no solo
Vitor Moreira afirma que o fertilizante já apresentou resultados positivos em plantas e no solo. Portanto, os testes práticos comprovam a eficácia da nova tecnologia. Além disso, a equipe utilizou esses materiais sintetizados e realizou experimentos em diferentes culturas. Por exemplo, as análises atuais envolvem o cultivo de alface e oliveiras. Os pesquisadores também aplicaram o produto em plantas para a alimentação de gado. Consequentemente, o grupo observou um maior crescimento dos vegetais cultivados.
Por outro lado, o estudo registrou uma maior retenção de umidade na terra. Desse modo, os cientistas conseguiram monitorar o desenvolvimento dos microrganismos locais.Contudo, o monitoramento exige critérios específicos de avaliação. Afinal, idealmente, a meta é que esses microrganismos sejam o mais diversificados possível no ambiente. Agora, os pesquisadores buscam financiamento junto a empresas e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais para iniciar a fase de testes de uso do produto em lavouras e culturas.
Pelo cronograma, o fertilizante vai passar por esse período de avaliação e, depois dessa etapa, poderá ser feito em escala industrial e vendido comercialmente. Esse processo pode levar a cerca de 36 meses.
Fonte: agênciabrasil



